Mudanças na Segurança Pública do Rio de Janeiro
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou na última terça-feira, 31, a nomeação do delegado Lisando Leão para o cargo de chefe do Gabinete de Segurança Institucional do estado. Vale ressaltar que Leão já havia ocupado funções na gestão do prefeito Eduardo Paes até o ano passado, onde se destacou na Corregedoria-Geral da Força Municipal, um dos pilares das políticas de segurança pública implementadas por Paes.
Essa mudança representa um dos primeiros atos administrativos de Couto desde sua ascensão ao cargo. Inicialmente, o interino havia manifestado a intenção de manter uma gestão de transição que não promovesse muitas alterações significativas. Contudo, a escolha de Lisando Leão pode ser interpretada como um fortalecimento da ligação com a equipe de Paes, refletindo uma continuidade nas estratégias de segurança pública já em vigor.
Com a saída do delegado Edu Guimarães de Souza, que ocupava a mesma posição, a expectativa é que Leão ponha em prática suas experiências anteriores e traga inovações nos processos de segurança estadual.
Exonerações e Expectativas
No mesmo dia da nomeação, Couto também exonerou o secretário de Governo, deputado estadual Jair Bittencourt (PL). O parlamentar havia sido indicado pelo ex-governador Cláudio Castro no último dia 23 de março, quando este renunciou ao cargo. Em suas redes sociais, Bittencourt destacou que pediu a exoneração em respeito a Couto e ressaltou que havia uma expectativa de que a transição de governo ocorresse de forma rápida. “Quando fui convidado para assumir a secretaria, achávamos que todo esse processo ia ocorrer em uma semana, talvez em dez dias”, comentou o deputado. “Hoje não temos data para que isso acabe.”
Além da exoneração de Bittencourt, Couto decidiu desligar o policial civil Fernando Hakme do cargo de assessor da Casa Civil, em mais uma demonstração de que sua gestão busca trazer novas diretrizes para o governo estadual.
Expectativa de Novas Eleições e Decisões do STF
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue na definição sobre a forma de escolha do novo governador tampão. A decisão do ministro Cristiano Zanin indicou que Couto seguirá no cargo até a convocação de novas eleições, mas a forma como isso ocorrerá ainda está em aberto. O STF irá deliberar se a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) será responsável pela escolha do novo governador ou se haverá uma eleição direta para o cargo.
De acordo com a legislação vigente, o novo presidente da Alerj assumiria automaticamente o governo até que um substituto fosse eleito. No entanto, a data para a eleição para a presidência da Alerj ainda não foi definida.
Na mesma terça-feira em que Couto fez as nomeações, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) procedeu com a retotalização dos votos, conforme solicitado após a cassação de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, pelo Tribunal Superior Eleitoral. É importante notar que essa revisão não alterou a composição das cadeiras no Legislativo estadual.
O TRE-RJ informou que a homologação da retotalização dos votos ocorrerá no dia 14 deste mês, após o qual o órgão notificará oficialmente a Alerj sobre os resultados, mantendo o cenário político em constante movimento e incerteza.

