Uma Noite Especial no Theatro Municipal
No coração do Rio de Janeiro, no próximo dia 25 de fevereiro, às 19h, o Theatro Municipal se tornará um verdadeiro templo da cultura chinesa. A Orquestra Forte de Copacabana se prepara para apresentar o Festival da Primavera 2026, uma celebração que simboliza a união de arte, esperança e renovação, características marcantes do Ano Novo Chinês. A entrada para o evento é gratuita, permitindo que um amplo público possa desfrutar dessa experiência única.
O Festival da Primavera é uma tradição milenar na China, e a Orquestra Forte de Copacabana traz essa rica herança cultural para o palco de um dos teatros mais icônicos do Brasil. Sob a regência do maestro Luiz Potter, o evento promete um repertório diversificado, que inclui MPB, clássicos da música chinesa e participações especiais que prometem encantar os espectadores.
Um Repertório Diversificado e Participações Especiais
Entre os convidados especiais, destaca-se Armandinho Macêdo, uma lenda da guitarra baiana, reconhecido internacionalmente. Com uma carreira de mais de cinquenta anos, Macêdo foi nomeado um dos 30 maiores representantes da guitarra e do violão pela revista Rolling Stone Brasil. Sua presença no festival certamente trará uma sonoridade única ao evento. A soprano chinesa Yu Xi também fará parte da programação, apresentando canções tradicionais que refletem a essência da cultura chinesa.
A Dança do Leão e do Dragão, que simboliza prosperidade e boa sorte para os chineses, será apresentada durante a celebração, proporcionando uma experiência visual e cultural rica para os espectadores. O evento ainda incluirá várias atividades culturais em parceria com o Instituto Confucius da PUC-Rio, reforçando o caráter educacional da celebração.
Uma Celebração da Música como Linguagem Universal
Márcia Melchior, diretora da Orquestra Forte de Copacabana, comentou sobre a importância do evento: “Levar o Festival da Primavera ao Theatro Municipal, com entrada franca, é um gesto de encontro: celebramos uma tradição milenar e, ao mesmo tempo, reafirmamos a música como ponte viva entre Brasil e China. O concerto é um convite para o público do Rio vivenciar, de forma sensível e aberta, a riqueza de uma cultura que atravessa séculos e que hoje dialoga com a nossa no palco.”
O festival faz parte das ações do Ano Cultural Brasil-China 2026, que visa fortalecer o intercâmbio cultural e turístico entre os dois países. Com essa programação, a Orquestra busca não só celebrar a cultura chinesa, mas também promover um espaço de diálogo e convivência entre diferentes tradições.
A Orquestra Forte de Copacabana e Seu Crescimento Impressionante
Registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro desde 2024, a Orquestra Forte de Copacabana é um projeto idealizado pelo Instituto Rudá, com o apoio de importantes patrocinadores, como a CNOOC – PETROLEUM BRASIL e o Grupo Shalom. Através da Lei Rouanet, o projeto tem se destacado por sua contribuição à cultura local e nacional.
Um dos grandes destaques do festival será a união dos três grupos artísticos que compõem a Orquestra: a big band, a Camerata Forte de Copacabana e a Orquestra de Câmara Forte de Copacabana. Essa formação, que se apresenta pela primeira vez junta, simboliza a expansão do projeto, que atualmente atende cerca de 60 jovens, muitos deles vindo de áreas de vulnerabilidade social do Rio de Janeiro.
“Reunir no mesmo palco a big band, a Camerata e a Orquestra de Câmara é um símbolo do que a Orquestra Forte de Copacabana se tornou: um projeto em expansão, que abre novas formações e novas possibilidades para esses jovens ocuparem o Theatro Municipal com seu talento, homenageando a cultura chinesa e reafirmando a música como linguagem universal e instrumento de aproximação entre culturas”, destacou Márcia Melchior.
O crescimento da Orquestra Forte de Copacabana nos últimos anos é notável, impulsionado por parcerias com instituições chinesas que possibilitaram a duplicação do número de alunos em 2025. Além das apresentações locais, a orquestra já se apresentou em eventos internacionais, como o Festival Jazz a la Calle, no Uruguai, e uma turnê pela China, mostrando que a música é, de fato, uma ferramenta poderosa de intercâmbio cultural.

