A Exposição da Imigração Alemã
A Casa das Artes, localizada em São Gonçalo, abriu suas portas na última sexta-feira (27) para a “Exposição da Imigração”, que promete enriquecer a programação cultural do espaço. Com entrada gratuita e classificação livre, o evento atraiu diversos representantes da cultura, pesquisadores e o público interessado em mergulhar em um capítulo significativo da história da imigração no Estado do Rio de Janeiro.
Organizada pelo Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores, ligado à Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a mostra tem como foco a “Imigração Alemã no Rio de Janeiro”, em comemoração aos 200 anos desse importante acontecimento no Brasil.
Estrutura e Conteúdo da Exposição
A exposição é dividida em cinco módulos que apresentam uma rica variedade de banners ilustrativos, documentos e imagens históricas. De acordo com os curadores, entre 1820 e 1945, mais de 234 mil imigrantes de origem alemã se estabeleceram no Brasil, tornando-se o quarto maior grupo estrangeiro no país nesse período. Esta rica imigração é retratada de maneira acessível e informativa, permitindo que os visitantes compreendam melhor o impacto desses imigrantes na cultura brasileira.
Com aproximadamente 40 metros de estrutura em lona, a mostra proporciona uma experiência visual imersiva, que não apenas destaca dados históricos, mas também convida à reflexão sobre os desafios que os imigrantes enfrentaram e as transformações que ocorreram durante a reconstrução de suas identidades no Brasil. Além disso, são abordadas as ricas trocas culturais que se estabeleceram nas regiões onde essas comunidades se fixaram.
O Papel da Imigração na Cultura Local
Durante a cerimônia de abertura, o professor Rui Aniceto Nascimento Fernandes, da FFP/UERJ e vice-coordenador do Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores, enfatizou a relevância da exposição. “Estamos reestabelecendo um importante diálogo com a Secretaria de Cultura para integrar nossas atividades aos espaços culturais da cidade. Esta exposição é ainda mais significativa, pois celebra o bicentenário da imigração alemã no Brasil, permitindo que contemos uma parte da história que se entrelaça com a identidade de São Gonçalo”, destacou ele.
A mostra conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Consulado-Geral da Alemanha no Rio de Janeiro. A curadoria, pesquisa e redação foram realizadas por uma equipe de especialistas: Luís Reznik, Luis Edmundo de Souza Moraes, Rui Aniceto Nascimento Fernandes, Julianna Carolina Oliveira Costa, Vanessa Mendonça Leite e Marcelo Macedo de Almeida, com o projeto gráfico criado por Nancy Torres.
Serviço Prático
Os interessados em visitar a exposição têm à disposição o seguinte horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 16h. A entrada é franca, e a classificação é livre, tornando o evento acessível a todos os públicos.

