Exportação de Petróleo e Desempenho Financeiro
No primeiro mês de 2026, o Brasil alcançou a marca de 10,57 milhões de toneladas de petróleo exportados, superando as 9,33 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Este volume de exportação representa um aumento significativo e só é inferior ao registrado em março de 2023, quando as exportações somaram 11 milhões de toneladas.
No entanto, apesar do aumento na quantidade exportada, a receita gerada pelas vendas externas de petróleo sofreu uma queda de 7,8% em relação ao ano passado, totalizando US$ 4,3 bilhões (equivalente a cerca de R$ 22,6 bilhões). Esse recuo na receita é atribuído à diminuição dos preços da commodity no mercado internacional.
Preços e Expectativas Futuras
Em janeiro de 2026, o preço médio do petróleo vendido pelo Brasil foi de US$ 407,4 por tonelada, um recuo de 18,6% em comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados refletem não apenas a dinâmica de preços do setor, mas também as projeções para o futuro. Em um relatório recente, a consultoria Rystad Energy destacou que o Brasil deverá liderar o crescimento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com previsão de produção acima de 4,2 milhões de barris por dia.
Esse crescimento nas exportações se segue a um marco histórico que o Brasil atingiu em 2025, quando a produção diária de petróleo alcançou a média de 3,770 milhões de barris, representando uma alta de 12,3% em relação ao ano anterior. As informações foram fornecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que revelou dados importantes sobre o desempenho do setor.
Novas Plataformas e Aumento da Produção
No último ano, a Petrobras implementou três novas plataformas no mercado, sendo duas alocadas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos reconhecidos como importantes produtores na área do pré-sal da Bacia de Santos.
Além disso, a empresa norueguesa Equinor também iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, localizado na mesma bacia, contribuindo para o aumento da capacidade produtiva do Brasil. Esses investimentos refletem um esforço contínuo para expandir a produção nacional e atender à demanda crescente do mercado internacional. A movimentação no setor indica uma recuperação robusta, apesar dos desafios enfrentados pela queda nos preços.

