Integração de Artes Visuais e Robótica
O Instituto Burburinho Cultural, com sede no Rio de Janeiro, lançou nesta terça-feira (17), às 14h, a terceira edição do projeto Engenhoka em Curitiba. A proposta visa oferecer aulas gratuitas que combinam artes visuais e robótica educacional, estimulando a criatividade e o raciocínio lógico entre os alunos da rede pública.
A escola escolhida para receber essa importante iniciativa é o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, situado no bairro Capão Raso. Como parte do projeto, a instituição receberá um estúdio maker completo, que inclui impressoras 3D, tablets, um kit de iluminação em LED, além de mobiliário e materiais pedagógicos. Esses recursos serão fundamentais para o desenvolvimento das oficinas, que agora fazem parte da grade diversificada do ensino integral, especialmente nas disciplinas de Robótica e Programação.
Durante as aulas, os alunos serão incentivados a explorar a tecnologia de maneira lúdica e criativa, unindo conceitos artísticos e científicos. O Engenhoka foi introduzido em Curitiba em 2025, durante sua segunda edição, e agora o estúdio continua ativo, com uma nova turma, marcando a primeira ação de manutenção do espaço.
Em 2026, cerca de 480 estudantes serão beneficiados pelo projeto. Além de Curitiba, o Engenhoka será realizado em outras cidades, como Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP), ampliando o alcance da proposta.
Um Projeto Multidisciplinar
O Engenhoka se destaca por sua abordagem multidisciplinar, onde os participantes aprendem por meio de oficinas regulares que integram técnicas de artes visuais com a robótica educacional. As atividades são desenvolvidas em um estúdio maker equipado, que conta com todos os recursos necessários para uma aprendizagem inovadora. Ao fim do projeto, toda a estrutura será doada à instituição, assegurando que o aprendizado tecnológico continue a ser uma realidade no ambiente escolar.
Além de estimular a criatividade e o pensamento lógico, o projeto visa derrubar as barreiras entre arte e ciência, demonstrando que robôs podem ser veículos de expressão artística. “Participar do Engenhoka é reafirmar que a cultura é uma ponte de oportunidades. Meu papel é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potenciais criadores. A cultura abre portas, revela talentos e mostra a essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirma Joelma Veiga, produtora executiva e responsável pela iniciativa.
Metodologia Inovadora
A metodologia do Engenhoka combina raciocínio lógico, prática tecnológica e referências da História da Arte em um ambiente maker. Em cada escola, um professor e monitores guiam o ciclo de atividades com os alunos. O método é dividido em cinco módulos, apresentados em um box maker individual que é entregue a cada participante.
A pedagogia de robótica educacional foi desenvolvida pela Picodec Edtech, que se especializa em cultura maker aplicada à educação. A organização elaborou uma linha do tempo e uma base pedagógica para as aulas, conectando conceitos de robótica a obras de artistas visuais que quebraram paradigmas entre os séculos XIX e XX.
Patrocínio e Incentivo Cultural
O Engenhoka é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com o apoio de patrocinadores como ExxonMobil Brasil, ONS, Otis, Trident e SLB, sendo realizado em parceria com o Burburinho Cultural e o Ministério da Cultura do Governo Federal. Essa colaboração é uma forma de trazer oportunidades culturais aos estudantes e promover o acesso à educação de qualidade.
Escolas Participantes no Primeiro Semestre de 2026
- Curitiba (PR) – Colégio Estadual Integral Prof. Homero Baptista de Barros
- Rio de Janeiro (RJ) – E.M. Orlando Villas Boas

