Divisão no PT do Rio
O Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro enfrenta um momento de incerteza e divergência em relação à eleição indireta que deve ocorrer após a saída do governador Cláudio Castro (PL), prevista para abril. Essa divisão interna reflete as diferentes estratégias que a sigla pode adotar em um cenário político em constante mudança.
Uma das correntes do PT defende a candidatura própria para o mandato-tampão que será aberto com a renúncia de Castro. Nessa ala, o nome mais cotado é o de André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares do Planalto e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Para esse grupo, a presença de um candidato próprio é crucial para manter a relevância do partido na disputa política local.
Por outro lado, uma segunda ala do PT defende uma abordagem mais pragmática, sugerindo que a legenda deveria apoiar o projeto que for respaldado pelo prefeito do Rio e futuro candidato ao governo, Eduardo Paes (PSD). Essa ala acredita que a aliança com Paes pode trazer benefícios estratégicos e aumentar as chances de sucesso nas próximas eleições.
A situação se torna ainda mais complexa quando se considera o contexto político atual. A renúncia de Cláudio Castro não é um evento isolado; ele ocorre em um momento em que o estado do Rio enfrenta desafios significativos, tanto na administração pública quanto na dinâmica política. As decisões tomadas pelo PT neste cenário podem influenciar não apenas a eleição indireta, mas também o futuro do partido no estado.
Em meio a essa disputa interna, membros do PT expressam preocupações sobre a necessidade de unidade. Um militante, que preferiu não se identificar, comentou: “Neste momento, precisamos focar no que é melhor para o partido e para o estado. A divisão só nos enfraquece diante dos desafios que temos pela frente.”
À medida que a data da eleição indireta se aproxima, a pressão sobre o PT para tomar uma decisão clara e unificada aumenta. O que se desenha é uma disputa acirrada que pode determinar o futuro político dos petistas no Rio de Janeiro.

