Cautela é a Palavra-chave
Em meio a uma escalada de tensões entre os Estados Unidos e a Groenlândia, Esther Dweck, ministra de Gestão e destaque no Fórum Econômico Mundial, defende a necessidade de cautela por parte do Brasil. Segundo Dweck, enquanto os dois lados do Atlântico trocam farpas e discursos cada vez mais duros, o Brasil deve manter uma postura de espera e observação. “Acho que, do ponto de vista político para o Brasil, temos de aguardar e ver o que, de fato, vai acontecer. É muito precipitado tomar qualquer tipo de medida nesse momento”, ressaltou a ministra durante uma entrevista após um painel sobre a economia da América Latina.
Dweck enfatizou que a abordagem de “paciência e diplomacia” tem se mostrado eficaz na redução das arestas entre o Brasil e os EUA. Ela destacou que a estratégia adotada pela liderança brasileira, sob o comando do presidente, foi sensata ao evitar reações apressadas. “O Brasil lidou de uma maneira muito sensata, não se apavorou, nem tomou nenhuma medida precipitada. A gente precisa aguardar e ver o que vai acontecer”, afirmou.
A ministra também reconheceu que a situação é mais tensa para a Europa, onde as repercussões das tensões geopolíticas são sentidas de forma mais aguda. “Enquanto o Brasil pode se dar ao luxo de esperar, a Europa parece estar em uma posição mais delicada, demandsando uma resposta mais imediata”, completou Dweck. A análise da ministra exemplifica a necessidade de uma estratégia bem pensada em tempos de incerteza internacional, colocando o Brasil em um lugar de observação ao invés de ação precipitada.
Esse enfoque cuidadoso pode ser uma vantagem no longo prazo, permitindo que o Brasil se posicione de maneira mais estratégica nas discussões futuras. Assim como em outras ocasiões na história, onde a prudência trouxe benefícios duradouros, a atual situação exige que o Brasil mantenha a calma e evite se envolver em disputas que não lhe dizem respeito diretamente.

