PSD em Busca de Candidatura Própria
No último dia 20, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou, através de suas redes sociais, a intenção do partido de lançar um candidato próprio à Presidência da República nas eleições deste ano. A afirmação acontece em meio a crescentes especulações sobre um possível apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale destacar que o PSD ocupa três ministérios no governo federal: Pesca, Minas e Energia e Agricultura.
Kassab, em sua declaração, manifestou confiança na apresentação de três pré-candidatos ao cargo presidencial: os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). “O Brasil estará muito bem servido se puder contar com qualquer um deles como presidente a partir de 2027”, afirmou.
Rejeição ao Apoio a Lula
Embora tenha reconhecido o respeito por Lula, Kassab deixou claro que a possibilidade de o PSD apoiar a reeleição do petista é nula. Ele reforçou essa ideia durante uma conversa no dia 11 deste mês, afirmando que a chance de a sigla compor a chapa como vice é zero. “Agradeço a intenção, mas a chance é inexistente”, disse.
Em uma entrevista concedida à Globonews no dia 9, Kassab revelou que já comunicou a Lula que o PSD não apoiará sua candidatura à reeleição, durante um almoço que contou com a presença da ministra Gleisi Hoffmann e do senador Jaques Wagner (PT-BA). No entanto, a estratégia do partido enfrenta divisões internas, especialmente em diretórios estaduais como os do Nordeste, que já sinalizaram apoio à reeleição do presidente.
Pautas do PSD para o Futuro
No mesmo pronunciamento, Kassab destacou algumas pautas que o futuro candidato do PSD deve defender, incluindo o fim da reeleição. Essa proposta, que está sendo debatida no Senado por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 12/2022, busca acabar com a reeleição para cargos do Executivo e estabelecer mandatos de cinco anos. Também foram mencionadas reformas administrativas e a redução da idade mínima para novos membros dos Tribunais Superiores.
Em um momento mais pessoal, Kassab refletiu sobre sua trajetória política, reconhecendo ter cometido “inúmeros acertos e, também, equívocos”. No entanto, não entrou em detalhes sobre os erros que considera ter cometido durante sua carreira.
Tensões e Conflitos Políticos
Atualmente, Kassab faz parte do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, o governador paulista mostrou apoio a seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Apesar disso, Kassab já demonstrou otimismo anteriormente sobre a possibilidade de Tarcísio concorrer à Presidência.
A relação entre Kassab e Tarcísio, no entanto, é marcada por tensões. Há rumores de que os poderes de Kassab na administração estadual foram diminuídos ao longo do tempo, levando alguns aliados a afirmar que ele tem uma “caneta sem tinta”.
Em resposta a uma série de críticas, Tarcísio se manifestou, ressaltando a diferença entre lealdade e submissão. “Quem fala em submissão não entende nada sobre amizade e valores”, declarou, sublinhando a importância de relações políticas fundamentadas em princípios éticos.
Movimentações nas Chapas Estaduais
No cenário eleitoral, Kassab tem demonstrado interesse em garantir uma vaga como vice em uma eventual reeleição de Tarcísio. Entretanto, o governador já deixou claro que essa possibilidade não existe. Em contrapartida, no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) está se posicionando como pré-candidato ao governo estadual, confirmando sua aliança com Lula e anunciando Jane Reis (MDB) como sua candidata a vice.
Jane, irmã de Washington Reis (MDB), que é conhecido por seu alinhamento com Jair Bolsonaro, traz um elemento interessante à dinâmica eleitoral do estado. Enquanto isso, Paes assegurou a Lula que dará suporte ao presidente no Rio de Janeiro durante a campanha.
Pré-Candidatos do PSD
Recentemente, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, se filiou ao PSD com o objetivo de viabilizar sua pré-candidatura ao Planalto. Juntamente com Ratinho Júnior e Eduardo Leite, os três se destacam como os principais nomes para representar o partido nas eleições presidenciais. Kassab garantiu que até o dia 15 de abril será anunciado o nome escolhido, enfatizando que a decisão será baseada em critérios políticos.
Ao que tudo indica, Ratinho Júnior é o pré-candidato do PSD mais destacado nas pesquisas, segundo dados da Genial/Quaest, reforçando a competitividade interna entre os nomes que disputam a vaga. A corrida presidencial do PSD promete ser intensa e cheia de reviravoltas, refletindo a complexidade do cenário político brasileiro atual.

