Iniciativa Transformadora na Saúde Pública
No dia 23 de janeiro, uma importante reportagem da RBS TV destacou um projeto inovador coordenado pelo Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC). Esta iniciativa, que conta com a parceria do Ministério da Saúde e o suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), busca aprimorar a Atenção Básica em Saúde no Brasil através da capacitação em práticas integrativas e complementares, com ênfase em auriculoterapia e acupuntura.
O projeto oferece uma formação específica em auriculoterapia para profissionais da saúde que atuam na atenção básica. O objetivo é prepará-los para realizar atendimentos, tanto individuais quanto coletivos, abordando uma variedade de problemas de saúde que afetam a população.
Embora o projeto tenha sido apresentado anteriormente na revista da Fapeu, em sua edição do Volume 13, de 2022, quando era coordenado pelo professor Lúcio José Botelho, a liderança agora está sob a responsabilidade do professor Fabrício Augusto Menegon. Desde o seu lançamento, entre 2016 e 2024, cerca de 20 mil agentes do Sistema Único de Saúde (SUS) já completaram o curso.
O treinamento é estruturado em duas etapas: a primeira consiste em uma modalidade a distância (EAD), com uma carga horária total de 75 horas, divididas em cinco módulos. A segunda etapa é presencial, com duração de cinco horas, que ocorre em municípios-pólo regionais. Essa abordagem híbrida permite que os profissionais tenham flexibilidade e um aprendizado mais acessível.
Com a capacitação, espera-se não apenas um aumento na qualidade do atendimento em saúde, mas também uma aproximação dos profissionais com as práticas integrativas, que têm se mostrado eficazes na promoção da saúde e bem-estar. A utilização de técnicas como a auriculoterapia e a acupuntura pode trazer benefícios significativos, especialmente em comunidades que enfrentam desafios específicos de saúde.
Além disso, o projeto tem potencial para transformar a maneira como os cuidados de saúde são prestados, promovendo uma visão mais holística e integrada da saúde. Especialistas afirmam que essas práticas complementares podem ser aliadas no tratamento de diversas condições, contribuindo para um atendimento mais humanizado e próximo do que a população realmente precisa.
À medida que o projeto avança, a expectativa é de que mais profissionais sejam motivados a se inscrever e se beneficiar do curso, ampliando, assim, o alcance e a efetividade das práticas integrativas na saúde pública brasileira. A participação ativa de universidades, como a UFSC, demonstra a importância da pesquisa e da inovação no campo da saúde, essenciais para enfrentar os desafios contemporâneos.
Por fim, a divulgação contínua dessas iniciativas, como a que foi realizada pela RBS TV, é fundamental para sensibilizar a população e os profissionais sobre a importância da formação em práticas integrativas, que podem, de fato, fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

