Casos de Mpox crescem no Rio de Janeiro
O número de casos de Mpox no Rio de Janeiro apresenta crescimento expressivo, conforme reportagem publicada pelo Jornal O Globo. Até o momento, já foram registrados 211 diagnósticos em 2026, quase o dobro do ano anterior. Apesar desse aumento, as secretarias municipal e estadual de saúde afirmam que a situação não configura surto ou epidemia. No entanto, esse cenário tem gerado preocupação entre profissionais de saúde e ativistas locais.
Atendimento especializado 24 horas no INI/Fiocruz
Para atender pacientes com suspeita ou confirmação de Mpox, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) funciona como unidade de referência. O pronto atendimento está disponível 24 horas, todos os dias, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos. Durante o horário comercial, das 8h às 16h, o atendimento é realizado pelo Setor de Ambulatório. Fora desse período, o plantão do Centro Hospitalar assume o cuidado dos pacientes.
Desde setembro de 2026, o INI já atendeu 113 pessoas com diagnóstico confirmado da doença. Em outubro, até o dia 29, foram 121 atendimentos de casos suspeitos, com 88 confirmações laboratoriais e 24 exames ainda em processamento, conforme dados levantados pela instituição.
Leia também: Rio Grande do Sul Declara Emergência em Saúde Pública com Aumento de 533% nas Hospitalizações por Influenza
Leia também: Super Centro Carioca de Saúde da Criança e do Adolescente vai transformar atendimento pediátrico no Rio
Formas de transmissão e sintomas da Mpox
A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas. No Brasil, a principal via identificada é pelo contato sexual, embora outras formas sejam possíveis, especialmente ao tocar lesões ativas. Os sintomas incluem lesões cutâneas, que podem acometer regiões genital e anal, além de febre, aumento dos linfonodos e dor retal.
Apesar da maioria dos casos evoluir para recuperação espontânea, a doença pode ser grave, sobretudo em pessoas imunossuprimidas, crianças e gestantes. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico são essenciais para evitar complicações.
Medidas de prevenção e orientações para pacientes
Reconhecer lesões suspeitas e buscar atendimento médico para avaliação e coleta de exames são passos cruciais para controlar a transmissão. Em casos suspeitos ou confirmados, recomenda-se evitar contato íntimo, usar máscara em proximidade e manter as lesões cobertas sempre que possível. O isolamento domiciliar e a duração do afastamento devem ser definidos pelos profissionais de saúde, conforme cada caso.
Leia também: Ministério da Saúde Alerta: Avanço da mpox em Oito Estados Brasileiros
Fonte: feirinhadesantana.com.br
Leia também: Belém inaugura segundo Postão da Saúde no Jurunas com atendimento 24h e capacidade ampliada
Fonte: parabelem.com.br
A vacinação é um recurso importante na prevenção da Mpox. O uso de preservativos reduz o risco durante o contato sexual, mas não elimina totalmente a possibilidade de contágio, já que lesões podem estar em áreas não protegidas. Ainda não há tratamento específico com eficácia comprovada para todos os casos, o que reforça a importância do acompanhamento médico para controlar sintomas e identificar possíveis complicações.
Onde buscar informações e atendimento
O INI/Fiocruz disponibiliza informações no site oficial www.ini.fiocruz.br e pelo telefone (21) 3865-9595. O Centro Hospitalar está localizado no Campus da Fiocruz, Avenida Brasil, 4365, Manguinhos, oferecendo suporte contínuo para pacientes com Mpox.

