Paes e a relação com Lula no contexto da campanha
Eduardo Paes (PSD), candidato ao Governo do Rio de Janeiro, negou qualquer mal-estar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas deixou claro que sua campanha não estará alinhada integralmente ao PT. Em visita à Rocinha, Paes reafirmou seu apoio ao presidente, mas ressaltou que não concorda com todas as posições do petista. O candidato reconheceu ainda que uma parcela significativa de seus eleitores não vota em Lula, o que o levou a enfatizar que não é “vassalo” do presidente.
“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula”, disse Paes. “Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”.
Diálogo e bastidores entre Paes e Lula
Na noite de terça-feira, 6, Paes conversou com Lula e negou que haja qualquer desentendimento entre eles. Segundo o candidato, há “intrigueiros” e “ciúmes” no entorno presidencial, que podem gerar interpretações equivocadas sobre a relação entre os dois líderes políticos.
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“Eu falei ontem à noite com o presidente Lula”, afirmou Paes. “Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim.” Essa declaração evidencia a tentativa de construir uma imagem de unidade, ao mesmo tempo em que mantém uma postura independente.
Estratégia eleitoral e cenário político no Rio de Janeiro
A campanha de Eduardo Paes busca distanciar-se dos temas nacionais e concentrar a disputa no Rio de Janeiro, especialmente diante do adversário Douglas Ruas (PL). Essa estratégia gerou desconforto entre os petistas, em um cenário no qual Lula terminou o primeiro turno atrás no Estado.
Paes avançou para o segundo turno com 42,76% dos votos válidos, equivalente a 3.706.984 votos, enquanto Ruas alcançou 49,27%, com 4.271.199 votos. A disputa promete ser acirrada, com os dois candidatos buscando ampliar suas bases eleitorais.
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Além da corrida ao governo, o cenário político fluminense mostrou a força do PL em outras esferas. Nas eleições para o Senado, Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas vagas disponíveis. Benedita da Silva (PT) ficou em terceiro lugar, com 3,2 milhões de votos.
Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu 15 parlamentares no Rio, enquanto o PT ficou com seis dos 46 assentos. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) também terá maioria do PL entre os partidos citados. Índia Armelau (PL) foi a deputada estadual mais votada, com 248.504 votos. O PL conquistou 21 das 70 cadeiras da Casa, enquanto o PT elegeu nove parlamentares, menos de 13% do total.

