Um Marco Cultural para a Região
Nova Iguaçu agora abriga o primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do estado do Rio de Janeiro, inaugurado nesta quinta-feira, 30 de novembro, coincidentemente no Dia da Baixada Fluminense. Este evento representa não apenas a abertura de um espaço cultural, mas também a afirmação da cidade no cenário cultural brasileiro, sendo o quarto equipamento desse tipo no país. O museu está localizado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassu Velha, no bairro Barão de Guandu, uma região que é considerada o berço histórico da Baixada.
A cerimônia de inauguração foi um evento marcante, reunindo autoridades, moradores e visitantes, evidenciando o potencial turístico que Tinguá possui. Com a abertura do Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE-NI), a cidade se destaca por contar com um equipamento cultural inédito, ampliando as opções de valorização da história e cultura local.
“Com a criação deste museu, nosso objetivo é que todos os moradores da Baixada Fluminense reconheçam suas raízes e entendam que aqui começa a nossa história. Este espaço é mais do que um simples equipamento cultural; ele é um ponto de pertencimento que simboliza o resgate de uma história que não pertence apenas aos iguaçuanos, mas a todos os habitantes das cidades vizinhas que têm suas origens em Nova Iguaçu”, declarou o prefeito Dudu Reina durante a cerimônia. “Espero que todos venham descobrir a importância deste museu e do sítio arqueológico, compreendendo o valor de nossa terra”.
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Um Espaço de Preservação e Aprendizado
O MAE-NI se junta a um seleto grupo de instituições no Brasil, integrando-se a museus mantidos por renomadas universidades, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Estamos desenvolvendo um trabalho inédito no Brasil, que envolve a reconstrução de uma vila colonial, algo que somente foi alcançado em algumas cidades europeias que passaram por destruições durante as guerras mundiais”, explicou o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro. “Além de preservar a cultura, a vila reconstruída terá infraestrutura comercial, incluindo restaurantes, cafés, galerias e lojas, trazendo nova vida a este importante local”.
A inauguração também contou com a presença de figuras destacadas no cenário cultural, como o ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, e a secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, além de representantes de diversos movimentos culturais da região. O ministro ressaltou a relevância da arqueologia dizendo: “Ela é essencial para entendermos a formação do nosso território e a preservação da memória coletiva. Iniciativas como essa fortalecem a conexão entre cultura, educação e comunidade”.
Primeira Exposição e Funcionamento do Museu
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Fonte: indigenalise-se.com.br
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A exposição inaugural, intitulada “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, oferece um percurso histórico que abrange desde os primeiros hominídeos até a formação social do Brasil. A mostra exibe peças com mais de 800 mil anos e apresenta um espaço dedicado ao acervo do parque, que reúne mais de 200 mil fragmentos arqueológicos encontrados na área, muitos dos quais são inéditos para o público.
Além de servir como espaço de visitação, o MAE-NI também funcionará como um polo de pesquisa e educação. O museu contará com um laboratório próprio onde os materiais receberão cuidados como higienização, catalogação e georreferenciamento.
A partir desta sexta-feira, o museu abrirá suas portas ao público, funcionando às sextas, sábados e domingos, das 9h às 17h, e com entrada gratuita.
A Importância Histórica da Localização
Localizado na antiga Vila de Iguassú, fundada em 1833, o parque que abriga o museu foi um dos principais polos econômicos durante o ciclo do café no século XIX. Este local serviu como um entreposto estratégico, conectando o interior ao litoral através da Estrada Real do Comércio, do Rio Iguaçu e da Baía de Guanabara.
Com as mudanças nos eixos econômicos ao longo do tempo, a área perdeu sua relevância, mas ainda conserva vestígios significativos, como ruínas, cemitérios e marcos históricos, que hoje ajudam a contar a rica formação social, econômica e cultural da Baixada Fluminense.

