Técnico Destaca Fragilidades no Ataque do Botafogo
A estreia de Franclim Carvalho no comando do Botafogo não saiu como ele esperava. Na partida contra o Caracas-VEN, o time alvinegro ficou em um empate sem brilho de 1 a 1. Mesmo diante de uma defesa vulnerável dos venezuelanos, a equipe carioca não conseguiu aproveitar as oportunidades criadas, evidenciando sua já conhecida fragilidade defensiva.
Com pouco tempo para lamentações, o treinador português terá apenas o sábado para ajustar a equipe. Os jogadores que atuaram no jogo farão um trabalho de recuperação física antes do duelo contra o Coritiba, que acontece neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Franclim, que adotou um estilo de jogo mais ofensivo, busca não apenas melhorar a defesa, mas também aumentar a efetividade do ataque do Botafogo.
“A minha equipe não pode fazer apenas dez faltas em um jogo. Precisamos ser mais agressivos. Estaremos expostos, e precisamos conter essa transição”, enfatizou o técnico. Ele reconheceu que, após apenas três dias de treinamento, ainda não conseguiu passar todas as informações necessárias aos jogadores, que demonstraram preocupação em seguir as instruções. “Isso, em alguns momentos, os deixou travados. Quero que eles tenham mais liberdade em campo”, afirmou.
Arthur Cabral Brilha Em Meio a Dificuldades
Embora a estreia tenha sido marcada por dificuldades, Franclim encontrou um ponto positivo: a atuação de Arthur Cabral. O centroavante, que entrou no segundo tempo na vaga de Matheus Martins, foi o responsável pelo gol de empate, que ocorreu após Wilfred Correa abrir o placar em um escanteio no primeiro tempo. Cabral se destacou como o jogador de ataque mais ativo, participando das raras jogadas criadas pela equipe. A expectativa é que ele seja titular no próximo confronto no Nilton Santos.
Além da presença de Cabral, o Botafogo precisa se adaptar ao estilo de jogo proposto por Franclim Carvalho. O treinador busca que a equipe saiba quando acelerar o jogo, adotando uma postura mais vertical, e quando controlar a posse de bola para encontrar espaços. No confronto contra o Caracas, essa alternância foi visível apenas no momento do gol, quando Danilo atacou um buraco na defesa adversária e fez o passe para Cabral finalizar.
“Estamos com falta de objetividade na frente”, reconheceu Franclim. “Não quero controlar o jogo com a posse, pois não precisamos sempre de 20 passes para marcar um gol. O que faremos vai depender do que o adversário nos oferece e da percepção dos jogadores em campo”, acrescentou.
Desafios e Expectativas para o Próximo Jogo
O treinador também observou que as orientações da comissão técnica podem ter deixado os jogadores um tanto engessados. “Com o tempo, teremos mais liberdade”, disse ele, que parece já ter compreendido as nuances do futebol brasileiro. O técnico sabe que, para ganhar esse tempo, é necessário vencer. “Estou triste, assim como os atletas, pelo empate, mas a postura deles me dá esperança para trabalharmos e enfrentarmos o próximo adversário”, concluiu, demonstrando otimismo apesar das dificuldades enfrentadas.

