Desafios na Montagem da Equipe Governamental
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, está lidando com obstáculos significativos na tarefa de reestruturar sua equipe de governo. Embora já tenha promovido algumas mudanças no primeiro escalão, o desejo de aprofundar essas modificações enfrenta um cenário complicado. A instabilidade política e a falta de previsibilidade sobre a duração de seu mandato interino impactam a atração de profissionais qualificados, especialmente em um contexto onde os salários oferecidos são vistos como pouco competitivos em relação ao mercado privado.
A atenção do público e das autoridades se volta agora para o dia 8, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá deliberar sobre o formato da eleição para o mandato-tampão no estado. Com a candidatura do ex-governador Cláudio Castro ao Senado, mesmo com a inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral por conta de acusações de abuso de poder político, as incertezas apenas aumentam.
Mudanças Estrutural e Novos Nomados
Recentemente, o governo interino começou a divulgar as mudanças em seu gabinete por meio do Diário Oficial, um passo necessário diante do orçamento anual de R$ 64 milhões. Até agora, Couto exonerou 24 pessoas, abrangendo tanto cargos de chefia quanto funções de apoio. A troca na Controladoria-Geral do Estado (CGE) é um exemplo dessa reestruturação; Demetrio Abdennur Farah Neto foi substituído pelo advogado Bruno Campos Pereira, que ocupava a subsecretaria de Contabilidade.
Outra mudança significativa ocorreu no Instituto de Segurança Pública (ISP), onde a delegada Marcela Ortiz deixou seu posto e foi substituída pela economista Bárbara Caballero de Andrade, conhecida por seu trabalho em pesquisa. Além disso, na Secretaria Extraordinária de Representação em Brasília, o advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira, ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), foi nomeado para o cargo que antes pertencia a Bráulio do Carmo Vieira.
A Instabilidade e suas Consequências
No Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a escolha de Lisandro Leão como novo secretário representa uma tentativa de estabilizar a segurança pública em meio a um cenário político tumultuado. Em resposta às incertezas sobre possíveis novas eleições, Couto iniciou um pente-fino em diversas áreas da pasta, revisitando programas importantes, como o Barricada Zero, além de analisar contratos e nomeações para cargos de confiança.
Entre os desligados, a maioria pertence à área de segurança, com um total de dez policiais civis, seja da ativa ou aposentados, além de seis policiais militares e um policial federal aposentado, além de uma bombeira militar. Esta movimentação revela não apenas a busca por um novo direcionamento no governo, mas também a necessidade de atender demandas urgentes de segurança e confiança pública.

