A Nova Gestão Aposta no Galeão
A diretoria da Associação Rio Vamos Vencer (RVV) foi reeleita esta semana em um período crucial para o turismo e a aviação no estado do Rio de Janeiro. Com o fortalecimento do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão como centro das suas ações, a reeleição coincide com a vitória do grupo espanhol Aena no leilão de repactuação do terminal, uma pauta histórica defendida pela associação.
Com forte atuação em prol do aeroporto da Zona Norte do Rio, a RVV tem se dedicado há anos a unir forças entre o trade turístico e o poder público para reverter a perda de competitividade enfrentada pelo Galeão. A entrada da Aena é vista como um marco na história do setor, uma vez que o grupo é um dos maiores operadores aeroportuários do mundo, gerenciando mais de 80 terminais, incluindo 18 no Brasil.
Aena: Um Novo Capítulo para o Galeão
Com a inclusão do Galeão em seu portfólio, a Aena passa a gerir uma rede estratégica que inclui aeroportos em diversas regiões do Brasil, como o movimentado Aeroporto de Congonhas em São Paulo. Essa nova dinâmica promete fortalecer a conectividade e ampliar a rede de voos, tanto nacionais quanto internacionais.
Outro aspecto importante é o modelo de concessão adotado pela Aena, que proporciona maior segurança jurídica e cria mecanismos para equilibrar a operação entre o Galeão e o Aeroporto Santos Dumont (SDU). Essa iniciativa é essencial para garantir uma distribuição mais sustentável do tráfego aéreo na cidade.
Visão de Lideranças do Setor
Marcelo Conde, presidente da RVV, enfatiza que a reeleição da diretoria acontece em um momento emblemático para o estado:
“A chegada da Aena ao Galeão representa uma conquista histórica para o Rio de Janeiro. Defendemos que o aeroporto precisava de uma gestão forte e com visão global. Agora temos as condições ideais para recuperar a conectividade aérea e reposicionar o Rio como um dos principais hubs da América Latina”, afirma Conde.
A opinião de Conde é compartilhada por Sandro Fernandes, CEO do Grupo Iter, que administra o Parque Bondinho Pão de Açúcar. Fernandes considera que o fortalecimento do Galeão sob a gestão da Aena é o que faltava para transformá-lo em um hub de classe mundial:
“Um sistema aeroportuário equilibrado é fundamental para que os turistas cheguem com conforto e previsibilidade, permitindo que o setor de turismo se concentre no que faz de melhor: oferecer experiências inesquecíveis”, complementa.
Equilíbrio no Ecossistema Aeroportuário
Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado e diretor da RVV, destaca a importância de um ecossistema equilibrado entre os aeroportos:
“O Santos Dumont é essencial, mas o Galeão é o nosso grande hub internacional e deve operar em sua plena capacidade. Este novo modelo traz condições mais justas e previsíveis, fundamentais para atrair investimentos e garantir o crescimento do setor”, explica Neves.
A diretora Cristina Fritsch, por sua vez, ressalta o Galeão como uma das principais portas de entrada de estrangeiros no Brasil, ressaltando seu impacto direto no turismo internacional:
“Com uma operação mais robusta e integrada, ganhamos competitividade para atrair novos voos e facilitar o acesso ao destino Rio de Janeiro. Isso se traduz em mais visitantes, maior permanência e aumento da receita para toda a cadeia do turismo”, avalia Fritsch.
Perspectivas Futuras para o Turismo Fluminense
Considerado um ativo estratégico para a aviação brasileira, o Galeão possui a capacidade de movimentar até 37 milhões de passageiros por ano, quase o dobro do volume atual. Diante desses dados, a diretoria da RVV planeja intensificar suas atividades em pautas estruturantes, centradas no fortalecimento do turismo e na valorização do destino Rio de Janeiro.
Entre as prioridades da RVV estão a ampliação da conectividade aérea, a promoção do destino e a supervisão das políticas públicas relacionadas à mobilidade e à infraestrutura turística. Marcelo Conde conclui:
“A RVV continuará atuando propositivamente, conectando o setor produtivo, o poder público e os investidores. O turismo é uma das grandes vocações do Rio, e o fortalecimento do Galeão é fundamental para essa estratégia.”

