Prioridades em Saúde Feminina
No dia 24 de novembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da mais recente edição do Fórum de Mulheres na Saúde, realizado no Rio de Janeiro (RJ). Nesse encontro, o ministro enfatizou a importância de ações direcionadas às demandas reais das mulheres brasileiras, que são consideradas prioridade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento faz parte de uma agenda nacional contínua, com o objetivo de aumentar a participação feminina na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas para a saúde das mulheres.
Padilha destacou que “a realização dos fóruns estaduais e nacionais é parte integrante de nossas ações em prol da saúde da mulher, uma prioridade absoluta do Governo do Brasil”. Ele ressaltou a importância de fortalecer o SUS para que este também enfrente questões como a violência doméstica, com a notificação obrigatória desses casos por profissionais de saúde. Além disso, o ministro mencionou a necessidade de incluir o feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID).
Avanços na Saúde Sexual e Reprodutiva
No encontro, uma das novidades apresentadas foi a ampliação da distribuição do Implanon pelo SUS, um avanço significativo na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos. “Realizamos a maior compra mundial desse implante contraceptivo, que é um método eficaz, de fácil acesso e gratuito para as pacientes da rede pública. Este método, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, estará ao alcance de todas as mulheres”, destacou Padilha.
De acordo com o ministro, a implementação desse método deve resultar em impactos positivos, como a redução das gravidezes na adolescência, que estão entre os fatores que contribuem para a mortalidade materna. “Além de ajudar no planejamento familiar, isso fortalece a saúde sexual e reprodutiva das mulheres”, complementou Padilha.
Fóruns Estaduais e Direitos das Mulheres
Os fóruns estaduais, que são desdobramentos das edições nacionais, visam não só qualificar a execução das políticas públicas voltadas para a saúde das mulheres, mas também garantir direitos como mais autonomia e acesso à informação. A chefe de gabinete do Ministério da Saúde, Eliane Cruz, ressaltou a importância do debate com a participação social, que torna os processos mais democráticos e inclusivos. “O fortalecimento do SUS é crucial para garantir espaços de escuta e diálogo, valorizando o controle social”, afirmou Eliane, que teve um papel ativo na condução das dinâmicas no evento do Rio de Janeiro.
Debates sobre Saúde das Mulheres
O evento também trouxe à tona debates sobre temas de grande relevância para as mulheres, incluindo saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção ao câncer feminino. O intuito dos debates é formular propostas que subsidiem os próximos encaminhamentos e colaborem para o aprimoramento das políticas públicas na área.
Após passagens por estados como Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, o Fórum de Mulheres na Saúde seguirá sua agenda por outros estados, incluindo Piauí, São Paulo, Roraima, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná.
Compromissos e Resultados de Políticas Públicas
Durante o evento, foram apresentados resultados da pasta que visam promover os direitos das mulheres e expandir o acesso à saúde, como o Programa Dignidade Menstrual, que já beneficiou 2,8 milhões de mulheres e meninas por meio da distribuição gratuita de 422 milhões de absorventes. Outras iniciativas incluem a Rede Alyne, focada na atenção materna e infantil, e as Salas Lilás, criadas para apoiar mulheres vítimas de violência. O governo também lançou a meta de distribuir 1,8 milhão de unidades do Implanon até o final de 2026 e solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão do CID para feminicídio, visando qualificar dados e políticas públicas.
Um Fato Histórico no SUS
O ministro Padilha também recordou as ações anunciadas durante o mês da mulher, que contemplam o teleatendimento em saúde mental e a reconstrução dentária para vítimas de violência doméstica. Ele encerrou sua participação destacando que foi realizado no último fim de semana o maior mutirão de saúde da mulher da história do SUS, com 230 mil atendimentos em um único dia, incluindo cirurgias e exames complexos para mulheres que aguardavam na fila do SUS. “Esse é o maior mutirão já feito na nossa história”, concluiu Padilha.

