Aumento nos preços impacta o consumidor
Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma elevação de 0,70% em fevereiro, superando o índice de 0,33% do mês anterior. Este aumento, conforme analisam especialistas, sugere uma pressão inflacionária mais intensa sobre determinados grupos de consumo, embora tenham sido observadas quedas nos preços de combustíveis e gás encanado.
Setores mais afetados pela inflação
Os transportes foram um dos setores que mais refletiram essa variação, apresentando uma queda de -0,47% nos combustíveis. Em detalhes, a gasolina teve uma redução de -0,61% e o gás veicular caiu -3,10%. Por outro lado, o etanol e o óleo diesel tiveram altas de 0,55% e 0,23%, respectivamente.
O grupo de Saúde e cuidados pessoais subiu 0,59%, com ênfase nos artigos de higiene pessoal, que aumentaram 0,92%, e nos planos de saúde, que subiram 0,49%. Em Habitação, a situação foi um pouco distinta, já que a variação foi de 0,30%, revertendo a queda de -0,11% observada em janeiro, impulsionada pelo aumento nas tarifas de água e esgoto (0,84%) em municípios como Porto Alegre, Belo Horizonte, Campo Grande e São Paulo. Além disso, a energia elétrica teve um aumento de 0,33%, enquanto o gás encanado apresentou uma diminuição de 1,60%, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro e Curitiba.
Alimentos e bebidas sobem de preço
No grupo de Alimentação e bebidas, houve uma alta de 0,26%, um leve crescimento em comparação aos 0,23% de janeiro. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio variou 0,23%, com destaque para os aumentos significativos nos preços de alguns alimentos. O açaí, por exemplo, teve um impressionante aumento de 25,29%, seguido pelo feijão-carioca com 11,73%, ovos de galinha com 4,55% e carnes com 0,58%. Em contrapartida, outros produtos, como frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%), registraram queda de preço.
Em relação à alimentação fora do domicílio, a desaceleração foi notável, caindo de 0,55% para 0,34%. As refeições, que subiram 0,66% em janeiro, diminuíram para 0,49% em fevereiro, enquanto os lanches passaram de um aumento de 0,27% para apenas 0,15%.

