Prisão Levanta Questões de Retaliação Política
O Partido Social Democrático (PSD), do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, manifestou surpresa com a prisão do vereador Salvino Oliveira, ocorrida na última quarta-feira, 11. Segundo membros da legenda, a detenção do parlamentar pode ser interpretada como uma retaliação política, especialmente em meio à Operação Red Legacy, que resultou na prisão de Oliveira e de dez policiais militares nesta segunda-feira.
Em declarações à coluna, integrantes do PSD afirmaram que a ação contra o vereador possui “cara de retaliação” em resposta às recentes afirmações de Eduardo Paes, que denunciou a prisão de aliados do governador Cláudio Castro, relacionados ao Comando Vermelho. No entanto, de forma cautelosa, eles optaram por não se manifestar publicamente sobre a ação policial, ressaltando que os motivos que levaram à prisão de Salvino ainda não estão totalmente claros.
O clima de tensão política no estado se intensificou desde a detenção do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, no fim de 2025. Desde então, Eduardo Paes tem direcionado críticas a deputados estaduais e aliados do governador, chamando-os de “tchuchucas do Comando Vermelho” em suas redes sociais.
“Já perdi a conta de quantos dirigentes do governo do Estado foram presos por LIGAÇÃO COM O CRIME ORGANIZADO. Esse é apenas mais um caso. Já houve secretário negociando com traficantes em presídio federal e outros presos por vínculos com bicheiros”, afirmou Paes, em um tom contundente.
A prisão de Salvino Oliveira gerou uma resposta imediata do governador Cláudio Castro, que, por meio de suas redes sociais, compartilhou imagens da operação realizada pela Polícia Civil. Castro escreveu: “Polícia Civil prende o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio! 🚨 Lembra do vereador Salvino Oliveira, que foi secretário municipal de Juventude? Ele foi preso hoje após investigações que apontaram suas ligações com a facção criminosa”.
A situação estabelece um cenário crítico para as relações políticas no Rio de Janeiro, onde acusações e investigações sobre corrupção e crime organizado estão cada vez mais interligadas. A reação do PSD e a postura cautelosa em relação à operação policial refletem a complexa dinâmica entre os partidos e suas estratégias em meio a um ambiente político conturbado. As declarações de Eduardo Paes e as ações de Cláudio Castro revelam um jogo de poder que pode ter repercussões a longo prazo para todos os envolvidos.

