O Sucesso do Catuçaí no Carnaval de Belo Horizonte
Se você participou de algum bloco durante o Carnaval, certamente já ouviu falar do famoso Catuçaí do Nandão. Quando o carrinho aparece no meio da folia, a notícia se espalha rapidamente: “é o Catuçaí do Nandão!”. Em pouco tempo, o local se transforma em um ponto de encontro efervescente. Os foliões, então, se deliciam com a concha mais famosa do Carnaval: um açaí cremoso e gelado, que não apenas hidrata, mas também proporciona aquele toque de álcool que garante energia para o dia todo.
Para quem ainda não conhece, o Catuçaí é uma combinação de catuaba e açaí, sempre com um toque especial de amor, como descreve o próprio Nandão. Essa mistura conquistou o coração dos mineiros, tornando-se uma verdadeira estrela durante os festejos. Neste Carnaval, o drink reafirmou sua popularidade, com vendas que ultrapassaram 5 mil litros, e o estoque ainda não foi esgotado. A festa continua, assim como a oferta do Catuçaí.
A Origem do Catuçaí
Embora muitos acreditam que o Catuçaí teve sua origem durante o Carnaval, sua trajetória começou muito antes. Entre 2012 e 2013, em meio a ocupações e manifestações políticas que marcaram a cidade, Nandão começou a vender a bebida nas ruas de Belo Horizonte. Nascia, ali, um espaço de encontro e resistência.
A história do Catuçaí se entrelaça com a evolução do Carnaval na capital mineira, que também se desenvolveu de forma independente, impulsionada por grupos culturais e coletivos artísticos. Juntos, o Carnaval e o Catuçaí cresceram em popularidade, até se tornarem indispensáveis nos cortejos da cidade.
A Logística por trás do Carrinho
O que poucos percebem é a extensa operação que envolve o carrinho do Catuçaí. Em uma entrevista exclusiva, Nandão mencionou que cerca de 35 pessoas participaram da logística, produção e vendas durante o Carnaval. Essa organização começa muito antes do primeiro bloco sair às ruas.
Neste ano, além de servir as tradicionais conchas na hora, o Catuçaí inovou ao introduzir garrafinhas, disponíveis para retirada antecipada, facilitando o atendimento e permitindo que os foliões desfrutem da bebida ao longo do dia. Os clientes puderam adquirir bolsas térmicas com 20 unidades, garantindo a bebida gelada sem a necessidade de localizar o carrinho em meio à multidão. Essa estratégia foi primordial para atender à alta demanda, já que é impossível estar em todos os blocos simultaneamente.
A marca continua explorando novas possibilidades, como o desenvolvimento de uma versão sem álcool, sachês e a expansão das vendas para outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Salvador.
Onde Encontrar o Catuçaí Após o Carnaval
Mesmo após o término do Carnaval oficial, as vendas do Catuçaí ainda estão a todo vapor. Neste fim de semana, os foliões podem degustar a bebida em eventos como Ziriguidum, Terno di Binga, Mineira System, Tica Raul, Vira o Santo e Arrastão da Roda.
A Economia do Carnaval e o Impacto do Catuçaí
O Carnaval em Belo Horizonte não apenas celebra a cultura e a alegria, mas também tem um impacto significativo na economia local. O Catuçaí é um exemplo claro de como pequenos empreendedores podem prosperar em meio à festividade. O que começou como uma venda improvisada nas ocupações evoluiu para uma operação robusta, gerando empregos e estabelecendo recordes.
Além de planejar a expansão do drink para outros carnavais, Nandão deixou no ar uma nova ideia: quem sabe um bloco temático do Catuçaí? A expectativa é grande. Afinal, o Catuçaí do Nandão já se tornou uma tradição e um ícone do nosso Carnaval.

