O Festival que Mudou Xangri-Lá e Capão da Canoa
Com 30 anos de história, o Planeta Atlântida ultrapassa suas origens musicais, solidificando-se como um pilar econômico e cultural no Rio Grande do Sul. A cada edição, milhares de foliões impulsionam o comércio e o turismo local, especialmente nas cidades litorâneas de Xangri-Lá e Capão da Canoa. Neste final de semana, os portões se abrem novamente para um line-up repleto de atrações, proporcionando uma maratona de shows que promete movimentar a região como nunca.
Segundo um levantamento do Observatório da Secretaria Estadual de Turismo, o festival causa um aumento significativo na atividade econômica durante os dias do evento, com picos que chegam a 30% superiores à média dos dias normais de janeiro e fevereiro, os meses mais aquecidos para o turismo. O secretário estadual de Turismo, Ronaldo Santini, ressalta que o Planeta Atlântida não apenas se consolidou como ícone da temporada de verão, mas que também influencia diretamente setores fundamentais como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio no Litoral Norte.
“Nas três últimas décadas, o festival construiu um legado que vai além da música, ajudando a moldar o calendário de verão e atraindo visitantes de diversas regiões, além de gerar novas oportunidades de emprego e renda”, afirma Santini. O aumento do consumo em serviços como alimentação, hospedagem e compras de combustíveis se destaca, refletindo em um volume diário de notas fiscais que pode ultrapassar R$ 21,5 milhões, totalizando R$ 43 milhões apenas nas duas noites de festival, conforme dados do Observatório.
Transformações Visíveis em Xangri-Lá
Xangri-Lá, sede do evento, sente o reflexo dessa movimentação econômica de forma marcante. O prefeito Celsinho Barbosa, que acompanha o festival desde o início, testemunha uma verdadeira transformação em sua cidade. Ele destaca que a presença do Planeta ajudou a atrair novos veranistas que antes optavam por outras praias.
“O Planeta mudou Xangri-Lá. Muitas famílias que costumavam veranear em outros locais agora preferem ficar aqui, pois as novas gerações querem vivenciar esse evento”, afirma Barbosa, ressaltando que a movimentação durante o festival é notável: hotéis, pousadas e imóveis para aluguel ficam lotados, e o comércio local experimenta um crescimento substancial.
A Associação Comercial Industrial e Prestadora de Serviços de Capão da Canoa e Xangri-Lá (ACICC) também reforça que a expectativa para a edição de 30 anos é alta por todo o Estado. O fluxo intenso de visitantes impulsiona negócios, desde redes de fast food até supermercados e lojas, além de aumentar a procura por imóveis de temporada, colocando Xangri-Lá em evidência nacionalmente.
“O Planeta Atlântida é um patrimônio do povo e já está solidamente estabelecido no calendário de festivais do Brasil”, comenta o presidente da ACICC, Augusto Roesler. O impacto do festival é visto não apenas em números, mas também na cultura e na experiência que ele proporciona a todos os participantes.
Um Patrimônio Musical em Crescimento
Desde sua criação, o Planeta Atlântida se destaca como o maior festival de música da região sul do Brasil e ocorre anualmente na sede campestre da Saba, na praia de Atlântida. Com mais de 1.400 atrações nacionais e internacionais ao longo de sua trajetória, o festival já proporcionou mais de 800 horas de música, consolidando-se como um verdadeiro ponto de encontro para amantes da música.
Com a edição de 2024 já confirmada, os fãs poderão esperar performances de artistas renomados, como Anitta, Alok, e muitos outros que prometem agitar o público. O festival é realizado pelo Grupo RBS e DC Set Group, com o patrocínio de marcas como Renner, Banrisul e Coca-Cola, entre outras.
O Planeta Atlântida é mais do que apenas um evento musical; é uma celebração da cultura, da economia e das oportunidades que brotam do calor do verão gaúcho. Sem dúvida, as próximas edições continuarão a atrair milhares de pessoas e a moldar o futuro da região.

