Ex-ministro se Pré-Candidata à Presidência
Na última sexta-feira, Aldo Rebelo, ex-integrante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e atualmente próximo do bolsonarismo, anunciou a data de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC). O ato público que visa formalizar sua candidatura ocorrerá no dia 31 de janeiro em São Paulo. A intenção de Rebelo de concorrer ao cargo foi previamente antecipada pelo colunista do GLOBO, Lauro Jardim, em dezembro do ano passado.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais no sábado, Rebelo se descreve como uma figura plural e faz uma reflexão sobre sua trajetória política, que o levou de um partido comunista a uma aproximação com a extrema-direita. Ele menciona ter se associado ao PCdoB na década de 1970, quando a agenda da esquerda era marcada por um forte nacionalismo e um compromisso com a luta pela diminuição das desigualdades sociais.
Após deixar o PCdoB em 2017, Rebelo passou por diversas siglas, incluindo PSB, Solidariedade, PDT e MDB, até decidir se afastar da esquerda e se alinhar ao bolsonarismo. “Sempre me orientei pelo interesse do Brasil”, declarou ele no vídeo, que também ressalta sua popularidade entre os militares, por ter atuado como ministro da Defesa em governos petistas.
Além de sua candidatura, Rebelo fez declarações polêmicas em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos em supostas tentativas de golpe. Segundo ele, “como é que você pacifica um país? É esquecendo. Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não quer chegar ao governo para botar o antecessor na cadeia.” A fala refletiu sua posição de que o país deve se concentrar em reunir forças para um futuro melhor, deixando de lado as controvérsias do passado.
Pautas e Filiação Partidária
Em maio de 2024, Rebelo lançou um livro em Brasília, evento que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional, general Villas Bôas. Durante uma sessão de autógrafos para a obra intitulada “Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional”, o ex-ministro foi registrado ao lado do ex-mandatário, o que reforçou sua ligação com o atual espectro político.
Rebelo tem defendido pautas que incluem a recuperação do crescimento econômico, a diminuição das desigualdades, a valorização da democracia e a reconstrução da agenda de defesa nacional. Para seguir adiante com sua candidatura, ele deixou o MDB e se filiou ao DC, partido que é presidido pelo ex-deputado João Caldas.
Em uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025, o nome de Rebelo foi mencionado e, dependendo do cenário, ele obteve entre 1% e 2% das intenções de voto, refletindo um cenário de competitividade já delineado para as próximas eleições.
Cenário Eleitoral
A pré-candidatura de Aldo Rebelo se junta à lista de outros políticos que já declararam suas intenções para a presidência da República, incluindo o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo). À medida que as eleições se aproximam, o cenário político brasileiro se torna cada vez mais dinâmico, com alianças e disputas sendo formadas em meio a um contexto de polarização intensa.

