Desafios da Reinventação
No último mês, o Vasco da Gama enfrentou um verdadeiro turbilhão em seu elenco, com a saída de jogadores cruciais para a equipe. O primeiro a confirmar sua despedida foi o centroavante argentino Vegetti, que deixou o clube em 18 de fevereiro. Apenas nove dias depois, foi a vez do promissor Rayan, de 19 anos, conhecido por sua forte ligação com a torcida, acertar sua transferência para o Bournemouth, da Inglaterra. Por fim, Coutinho anunciou sua saída no dia 18, alegando uma sobrecarga emocional. Essas perdas deixaram uma lacuna significativa no time, forçando o técnico Fernando Diniz a buscar alternativas e ajustar sua estratégia.
Agora, com a necessidade de se reinventar, o Vasco tenta se adaptar ao novo cenário. A equipe contratou Brenner, por 6,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 40,6 milhões), vindo da Udinese, e Cláudio Spinelli, que chegou do Independiente del Valle por 2 milhões de dólares (R$ 10,5 milhões). Ambos são considerados opções para preencher os espaços deixados por Vegetti e Rayan, mas suas características são distintas e exigem ajustes no modelo de jogo da equipe.
Substituições e Adaptações
O comentarista esportivo Lédio Carmona destaca que a ausência de Rayan é a mais difícil de ser compensada. Apesar disso, ele vê Spinelli como uma opção viável para a titularidade. A questão é que, por suas características, o argentino se assemelha mais a Vegetti, que estava frequentando o banco de reservas, do que a Rayan. Isso implica na necessidade de adaptação do modelo tático do time.
“Rayan é um jogador acima da média. Substituí-lo será uma tarefa complicada. Apesar de eu preferir Spinelli na titularidade, para que o modelo funcione, é imprescindível que Lucas Piton, que não está em boa fase, recupere seu desempenho”, analisou Lédio.
Embora a preferência por Spinelli no ataque seja clara, o comentarista não descarta a possibilidade de Brenner começar como titular. Ele acredita que Brenner pode desempenhar um papel pelos lados do campo, ocupando o espaço deixado por Nuno Moreira, que também não teve um início positivo na temporada.
Novas Aquisições
O colombiano Johan Rojas foi o primeiro reforço da temporada, emprestado pelo Monterrey, do México, com uma opção de compra fixada em 3,5 milhões de euros (R$ 19 milhões). Rojas foi inicialmente contratado para compor o elenco, mas, com a saída de Coutinho, ele se torna a principal alternativa para preencher a vaga no meio-campo.
A Questão da Liderança
As saídas de Vegetti, Rayan e Coutinho não afetam apenas a estrutura técnica do time, mas também a liderança dentro do elenco. Vegetti era visto como uma das principais referências; Rayan, por sua habilidade técnica e eficácia estatística, e Coutinho, que, criado em São Januário, tinha uma conexão especial com os torcedores. Agora, o clube enfrenta o desafio de encontrar novos protagonistas que possam emergir e ocupar esses papéis de liderança, uma tarefa que ainda não está delineada.
O momento frágil do goleiro Léo Jardim contribui ainda mais para a incerteza em relação à liderança, tornando difícil para ele conquistar a confiança do torcedor. Em relação ao novo líder do time, a situação permanece complexa. Atualmente, não existe um jogador no elenco com um perfil consolidado em liderança. Thiago Mendes pode aparecer como uma alternativa, mas é evidente que o clube precisa explorar o mercado em busca de jogadores que apresentem características claras de liderança.

