Vacinação Começa com Foco em Profissionais de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) deu início, nesta terça-feira (24/2), à vacinação contra a dengue utilizando o novo imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Esta fase inicial da campanha será direcionada aos trabalhadores da saúde da rede de Atenção Primária. A estratégia adotada contempla todos os funcionários das 100 unidades, entre clínicas da família e centros municipais de saúde, que apresentaram maior registro de casos de dengue em 2025.
O novo imunizante, que é de dose única, é recomendado para pessoas entre 15 e 59 anos que ainda não tenham recebido nenhuma vacina contra a doença. Apropriadamente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, contribuindo significativamente para a redução de hospitalizações e óbitos relacionados à doença. Para o início da campanha, o município recebeu 12.500 doses do novo imunizante.
Primeiro Dia de Vacinação no Centro Municipal de Saúde
No primeiro dia da campanha, os trabalhadores da saúde do Centro Municipal de Saúde José Manoel Ferreira, no Catete, foram os primeiros a receber a nova vacina. Essa unidade se destacou ao atender o maior número de casos de dengue registrados na rede em 2025.
“Com o apoio do Ministério da Saúde, a cidade do Rio começou a vacinar os profissionais das clínicas da família e centros municipais de saúde que atuam diariamente na comunidade, oferecendo serviços do SUS e educação em saúde. Esta vacina é segura e 100% nacional, produzida pelo Instituto Butantan, uma referência para a saúde pública brasileira”, declarou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
A diretora do CMS, Luiza Motta, foi uma das primeiras vacinadas e expressou a emoção de participar deste momento histórico. “É uma honra abrir esta campanha e vacinar profissionais de uma unidade que atendeu tantos casos de dengue no ano passado. Estamos dando início ao processo de erradicação de uma doença que causa muitos danos e mortes. É maravilhoso fazer parte desse pontapé inicial em uma campanha de saúde tão fundamental para o Rio de Janeiro”, comentou.
Importância da Vacinação e Vigilância Sanitarista
A enfermeira sanitarista Maria Peres, também vacinada no primeiro dia, destacou a relevância da vigilância no território e o simbolismo de sua unidade ser a primeira a receber o imunizante. “É muito simbólico que sejamos a primeira unidade a realizar esse gesto vacinal, especialmente pelo tamanho da nossa responsabilidade sanitária. Nossa equipe é extremamente comprometida, e o dado de 195 atendimentos no ano passado demonstra a nossa dedicação à vigilância do nosso território. Vacinar nossos profissionais que se esforçam tanto é um presente”, afirmou.
É importante ressaltar que a vacina do Butantan é contraindicada para indivíduos imunocomprometidos, gestantes e pessoas com alergia grave a qualquer componente de sua fórmula. Caso o trabalhador de saúde tenha recebido outro imunizante recentemente (como a tríplice viral ou febre amarela), deve aguardar um intervalo de 30 dias ou 24 horas, dependendo do imunizante anterior, conforme orientação dos profissionais de saúde.
Vacinação para Crianças e Adolescentes
Para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, a imunização contra a dengue continua com a vacina Qdenga, que é aplicada em duas doses. Este imunizante está disponível em 240 pontos de vacinação da rede de Atenção Primária – centros municipais de saúde, clínicas da família e unidades do Super Centro Carioca de Vacinação localizadas na Zona Norte (Shopping Nova América), Sul (Botafogo) e Oeste (ParkShoppingCampoGrande).
Desde que a vacinação para crianças e adolescentes foi aberta em 2024, cerca de 206 mil pessoas receberam a primeira dose, enquanto 104 mil completaram o esquema vacinal com a segunda dose. A SMS orienta que os responsáveis levem suas crianças e adolescentes para completarem a vacinação, garantindo assim a proteção total contra a dengue. Até o momento, em 2025, a cidade do Rio registrou 9.291 casos da doença e quatro óbitos.

