Apreensão do Veículo e Prisão dos Suspeitos
Na noite desta quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um veículo de alto valor, pertencente a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o ‘Sicário’ do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A operação foi desencadeada após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a prisão de Mourão e Vorcaro, entre outros envolvidos.
O automóvel, uma LR Range Rover Sport SVR Carbon Edition, está avaliado em aproximadamente R$ 700 mil. A apreensão aconteceu na BR-381, nas proximidades de Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde um casal que viajava de Belo Horizonte para São Paulo foi abordado.
O Papel de Mourão e as Acusações
A expressão ‘sicário’ é utilizada para descrever um assassino contratado. As investigações da PRF indicam que Mourão era responsável por planejar e monitorar ataques contra os opositores de Vorcaro. A Polícia Federal destaca que existem ‘fortes indícios’ de que o salário de Mourão gira em torno de R$ 1 milhão.
Na decisão que resultou nas prisões, o ministro André Mendonça apontou evidências de que Vorcaro, em comunicações com Mourão, teria instruído o sicário a forjar um assalto ou criar uma situação similar para ‘prejudicar violentamente’ o colunista do GLOBO, Lauro Jardim. O objetivo era, segundo Mendonça, silenciar a imprensa que se opusesse aos interesses do banqueiro. O GLOBO, por sua vez, expressou repúdio às ações criminosas direcionadas ao colunista.
Tentativa de Suicídio e Estado de Saúde
Após a prisão, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi imediatamente transferido para um hospital, onde os médicos iniciaram o protocolo de morte encefálica, que envolve uma série de exames clínicos antes de se confirmar a morte oficialmente. Até o momento, a PF não confirma o falecimento e afirmou que qualquer atualização sobre a saúde do detido será divulgada após avaliação da equipe médica.
Investigações em Curso
Os investigadores informam que Mourão também estaria realizando acessos indevidos a sistemas restritos de instituições públicas, utilizando credenciais de terceiros para acessar bancos de dados relacionados à segurança e investigações. A Polícia Federal menciona que houve acessos não autorizados a sistemas próprios da PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.
Para elucidar as circunstâncias da tentativa de suicídio, a PF instaurou uma sindicância. Em um destaque sobre o caso, a colunista Míriam Leitão, do GLOBO, revelou que fontes ligadas à investigação asseguraram que não existem pontos cegos nas gravações das câmeras de segurança, e que o circuito interno registrou todos os eventos envolvendo Mourão.

