Paralisação por Direitos e Reconhecimento
Nesta quinta-feira, 9 de novembro, professores e funcionários administrativos das redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro farão uma paralisação de 24 horas. O movimento tem como principal objetivo protestar contra as perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos e exigir um reajuste que possa compensar essas perdas.
Os profissionais da educação da capital se reunirão em assembleia às 14h, na Cinelândia, onde também será realizado um ato público. A categoria defende que para lidar com a situação atual, é necessário um reajuste de 24,07%, conforme cálculo realizado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Reivindicações Principais dos Educadores
Além do reajuste salarial, os profissionais da educação apresentaram uma lista de demandas que refletem suas necessidades e preocupações atuais. Entre as principais reivindicações estão:
– Fim da minutagem, que implica em mais horas-aula trabalhadas sem a devida remuneração;
– Pagamento do Acordo de Resultados 2024, que corresponde ao 14º salário para todos os educadores;
– Cumprimento da lei que garante o pagamento do piso nacional no vencimento inicial das Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs);
– Descongelamento do tempo de serviço que foi afetado durante a pandemia;
– Reajuste do vale refeição;
– Fim da prioridade concedida a profissionais terceirizados nas remoções da rede municipal.
Mobilização dos Profissionais Estaduais
Em contrapartida, os educadores da rede estadual realizarão sua assembleia às 10h, no Clube de Engenharia, localizado no Edifício Edison Passos, na Avenida Rio Branco, nº 124, no Centro do Rio. Após a assembleia, está programado um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com o Sepe-Dieese, o cálculo para o reajuste necessário a partir de janeiro de 2026 é alarmante, apontando uma necessidade de cerca de 56%. Essa porcentagem reflete a urgência dos profissionais em recuperar as perdas salariais que impactam significativamente suas condições de vida e trabalho.
A Importância do Movimento
Os movimentos grevistas e de paralisação na educação têm se mostrado cruciais não apenas para a valorização dos profissionais, mas também para a qualidade do ensino oferecido aos estudantes. A luta por salários justos e condições adequadas de trabalho é um reflexo da preocupação com a formação educacional e o futuro das novas gerações.
Enquanto isso, os educadores esperam que suas vozes sejam ouvidas e que suas reivindicações sejam consideradas pelas autoridades competentes. A paralisação, segundo os organizadores, é apenas o começo de uma série de ações que visam garantir direitos fundamentais para a classe, essencial para a construção de uma educação pública de qualidade.

