Um Medo Persistente
Uma nova pesquisa, conduzida pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, revela que o medo de sofrer um estupro cresce entre as mulheres brasileiras. Em dados exclusivos divulgados nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil, o índice de mulheres que afirmam ter “muito medo” de ser vítimas desse tipo de violência passou de 78% em 2020 para alarmantes 82% em 2025. A pesquisa mostra que, além dessas, 15% das entrevistadas disseram ter “um pouco de medo”, resultando em 97% de mulheres vivendo com algum grau de temor acerca da violência sexual.
Em segmentos específicos da população, como as jovens entre 16 e 24 anos e as mulheres negras, o percentual de mulheres que se sentem “muito assustadas” chega a impressionantes 87% e 88%, respectivamente. Marisa Sanematsu, diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, destaca que essa sensação de insegurança é abrangente e afeta cada aspecto da vida das mulheres. “O medo está presente desde a infância e em todos os lugares: em casa, ao sair, durante a espera pelo transporte ou ao utilizar um serviço de transporte por aplicativo”, comentou.
Esse constante receio leva muitas mulheres a criarem estratégias de proteção, como evitar sair à noite, usar roupas que não chamem atenção, estar sempre acompanhadas e até optar por trajetos mais longos para se sentirem seguras.

