Integração e Objetivos da Inaep
Na última terça-feira, dia 24, o Ministério da Saúde deu um passo significativo ao promover a integração dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). Esta entidade é responsável por orientar e fiscalizar a ética em pesquisas que envolvem seres humanos no Brasil. Composta por um total de 36 integrantes, o comitê inclui 18 membros titulares e 18 suplentes, representando um importante avanço no desenvolvimento científico do país, conforme a Lei de Pesquisa Clínica regulamentada pelo governo federal em 2025.
No encontro, os participantes discutiram as atividades que serão realizadas pelo comitê, onde foram estabelecidas normas para a condução de pesquisas, além do credenciamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e a supervisão das ações desses colegiados. O objetivo é garantir segurança e transparência a todos os participantes envolvidos nos estudos.
A composição da Inaep é plural, com representantes indicados por diversas entidades, incluindo o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Saúde (CNS), os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou a importância da Inaep para a proteção dos participantes de pesquisas no Brasil. “A Inaep é fundamental para fortalecer e proteger cada vez mais os participantes de pesquisas no país, garantindo a integração do Brasil aos esforços globais de produção de conhecimento, ciência e inovação na área da saúde”, afirmou durante sua fala na mesa de abertura.
Seleção de Especialistas e Critérios de Diversidade
A Inaep também planeja expandir sua composição com a inclusão de mais 15 membros especialistas, que serão selecionados através de um edital público a ser lançado ainda este ano. Serão levados em consideração critérios que promovam diversidade regional, étnico-racial e interdisciplinaridade, além da experiência em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).
Regulamentação e Impacto da Lei da Pesquisa Clínica
Em outubro de 2025, o governo federal regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica, o que representa um marco importante para o avanço científico e a saúde no Brasil. Essa legislação propõe maior segurança jurídica, atrai investimentos em inovação e impulsiona um setor essencial para o desenvolvimento científico e industrial do país. Ao mesmo tempo, ela reforça a proteção dos participantes, assegurando que os avanços sejam realizados de maneira ética e responsável.
Com essa regulamentação, o Brasil se alinha a modelos internacionais, com a expectativa de dobrar o número de estudos clínicos realizados. Em 2024, foram registradas 254 pesquisas no país, mostrando a necessidade de um acompanhamento robusto e ético dessas iniciativas.
Os Comitês de Ética em Pesquisa desempenham um papel crítico na análise prévia dos estudos, garantindo que aspectos como dignidade, segurança e bem-estar dos participantes sejam respeitados. Além disso, eles incentivam o desenvolvimento técnico-científico, promovem a independência e a transparência, e asseguram a eficiência na análise e emissão de pareceres. A regulamentação também introduziu um controle social, permitindo a participação de representantes dos participantes nas discussões e decisões.
A organização dos CEPs foi estabelecida em dois níveis distintos: os credenciados, que atuam em estudos de baixo e médio risco, e os acreditados, que abrangem todos os níveis de risco, oferecendo um suporte ainda mais estruturado para garantir a integridade das pesquisas realizadas no Brasil.

