Dicas para Prevenir a Gastroenterite
Recentemente, o Estado do Rio de Janeiro tem registrado um aumento nos relatos de gastroenterite, levando a uma onda de informações equivocadas nas redes sociais que sugerem a ocorrência de um surto da doença. No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclareceu que essa interpretação é incorreta. De acordo com o órgão, embora o final do verão possa propiciar um aumento nos casos da enfermidade devido ao calor, ao maior consumo de alimentos fora de casa e às aglomerações, não há um surto em curso. Aliás, os dados mostram que a incidência de gastroenterite está abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado.
Para contextualizar, até o dia 12 de março, a SES contabilizou 20.445 casos de gastroenterite no estado. Em contrapartida, em 2022, no mesmo intervalo de tempo, foram 32.422 registros. Isso indica uma redução significativa, conforme as estatísticas divulgadas.
O Que é Gastroenterite?
A gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, que pode afetar tanto o estômago quanto o intestino. Essa condição é comumente provocada por vírus, bactérias ou parasitas. A transmissão ocorre pela via fecal-oral, quando microrganismos presentes em fezes contaminadas entram em contato com a boca. Isso pode acontecer por meio de mãos mal lavadas após utilizar o banheiro, ao consumir alimentos ou água contaminados, ou ainda pelo contato próximo com uma pessoa infectada.
Os principais sintomas da gastroenterite incluem diarreia, vômito e febre, embora nem todos os sintomas apareçam simultaneamente. A SES recomenda que, em casos de sintomas mais intensos ou persistentes, especialmente em crianças, idosos e gestantes, a busca por atendimento médico é essencial.
Cuidados Simples que Podem Fazer a Diferença
Para reduzir o risco de contrair gastroenterite, algumas práticas simples de higiene devem ser adotadas no dia a dia. Confira a lista abaixo:
- Higienizar as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e após utilizar o banheiro;
- Utilizar álcool a 70% quando não houver água e sabão disponíveis;
- Consumir alimentos bem cozidos e manter os que precisam de refrigeração adequadamente armazenados;
- Evitar alimentos que apresentem cheiro, aspecto ou sabor alterados;
- Lavar bem frutas, verduras e legumes antes do consumo;
- Beber somente água tratada, filtrada ou fervida, evitando alimentos expostos ao calor e sem proteção contra insetos.
A SES alerta que, com a implementação dessas medidas, é possível minimizar os riscos de contágio e garantir a saúde da população. Em um momento em que informações equivocadas podem gerar pânico, a conscientização e a busca por fontes seguras são fundamentais para a proteção individual e coletiva.

