Genro da Secretária de Educação em Meio a Denúncias
Recentemente, a SEEDUC do Rio de Janeiro se viu no centro de um novo escândalo, com denúncias de contratação de empresas de fachada para execução de obras superfaturadas em escolas estaduais. A situação foi destacada pelo RJ TV2, da TV Globo, nos dias 12 e 13 de fevereiro. Segundo as reportagens, as irregularidades envolveram o uso do Sistema Descentralizado de Pagamentos, que facilitou a contratação de várias empresas de construção civil que, aparentemente, possuem laços estreitos, como o mesmo proprietário, endereço e até consultores e engenheiros.
Um dos nomes que emergiu das investigações é o de Yurie Lopes Fonseca Ormond Andre, que é genro da secretária de Educação, Roberta Barreto. Embora não seja um funcionário oficial da SEEDUC, Yurie é visto como uma figura influente nos bastidores da secretaria. Essa conexão foi ressaltada pelo deputado Flávio Serafini (PSOL), que é membro da Comissão de Educação e Cultura da ALERJ, o que levanta sérias questões sobre os processos administrativos da pasta.
Empresas de Construção na Mira da Justiça
Além de Yurie, outro integrante do Corpo de Bombeiros, o capitão Marcelo da Silva Reis, também está sendo investigado. Ele foi identificado como responsável por 14 empresas que, segundo relatos, realizaram obras em diversas escolas da rede estadual. Notavelmente, todas essas empresas compartilham não apenas o mesmo endereço, mas também têm os mesmos donos, consultores e engenheiros, levantando suspeitas sobre a veracidade dos contratos e a qualidade das obras realizadas.
Nos últimos dois anos, o Sistema Descentralizado de Pagamentos gerenciou cerca de R$ 1 bilhão, o que é alarmante considerando as condições precárias enfrentadas pelas escolas e pelos profissionais da educação no estado. A utilização desses recursos públicos tem sido alvo de críticas severas, uma vez que muitos servidores estão há mais de três anos sem reajuste salarial.
Expectativa de Investigações Futuras
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) aguarda o avanço dessas investigações e a apuração da gestão de Roberta Barreto à frente da SEEDUC. O Sepe destaca a necessidade urgente de responsabilização, afirmando que não é aceitável que em um período crítico, onde a educação pública enfrenta desafios sem precedentes, os órgãos responsáveis operem como verdadeiros balcões de negócios fora dos limites da lei.
Com a situação atual, é fundamental que haja um comprometimento na transparência e na ética nas contratações do setor público, especialmente em áreas tão sensíveis quanto a educação, onde cada recurso investido deve refletir em melhorias significativas para alunos e profissionais. Portanto, a pressão para que as investigações avancem é uma questão de justiça, tanto para os educadores quanto para os estudantes fluminenses.
Para quem deseja acompanhar o desdobramento dessa situação, as reportagens completas do RJ TV2 podem ser acessadas pelos links a seguir:

