Integração entre Arte e Robótica na Educação
Assessoria – O Instituto Burburinho Cultural, com sede no Rio de Janeiro, dá início nesta terça-feira (17), às 14h, à terceira edição do projeto Engenhoka na cidade de Curitiba. Esta proposta inovadora tem como objetivo oferecer aulas gratuitas que combinam artes visuais e robótica educacional, promovendo a criatividade, a lógica e a experimentação tecnológica entre os estudantes da rede pública.
A escola escolhida para o projeto é o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, situado no bairro Capão Raso. Para acolher as atividades, a instituição receberá um estúdio maker totalmente equipado, que incluirá impressoras 3D, tablets, kits de iluminação em LED, além de mobiliário e materiais pedagógicos. Esse espaço será fundamental para o desenvolvimento das oficinas, que agora fazem parte da grade diversificada do ensino integral, especialmente nas disciplinas de Robótica e Programação.
Durante as aulas, os alunos serão estimulados a explorar a faceta lúdica e criativa da tecnologia, mesclando conceitos artísticos e científicos. O projeto Engenhoka chegou a Curitiba em 2025, durante sua segunda edição, e agora o estúdio reinicia suas atividades com uma nova turma, sendo esta a primeira ação de manutenção do espaço desde então.
Neste ano, 480 estudantes serão contemplados com as aulas oferecidas pelo projeto. Além de Curitiba, o Engenhoka também será implementado nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP).
Como o Engenhoka Une Criatividade e Tecnologia
O Engenhoka se destaca por ser um projeto multidisciplinar, onde os alunos aprendem por meio de oficinas regulares que combinam técnicas de artes visuais com a robótica educacional. As atividades são conduzidas em um estúdio maker que conta com impressoras 3D, tablets, mobiliário, boxes de livros e material pedagógico. Ao final do projeto, toda a estrutura será doada à instituição, ampliando as oportunidades de aprendizado tecnológico no ambiente escolar.
Além de fomentar a criatividade, a concentração e o raciocínio lógico, a iniciativa propõe a quebra das barreiras entre arte e ciência, evidenciando que robôs podem, sim, incorporar elementos artísticos. “Participar do Engenhoka é reafirmar, a cada dia, que a cultura é um verdadeiro caminho de oportunidades. Meu papel é colaborar para que esses alunos se vejam como potenciais. A cultura abre portas, revela talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles têm o direito de ocupar qualquer espaço que desejarem,” declara Joelma Veiga, produtora executiva e responsável pelo projeto.
Metodologia do Projeto
A metodologia aplicada no Engenhoka combina raciocínio lógico, práticas tecnológicas e referências da História da Arte, tudo em um ambiente maker. Em cada escola participante, um professor, acompanhado de monitores, lidera o ciclo de atividades com os estudantes. O método é dividido em cinco módulos, os quais são apresentados a cada aluno em um box maker individual.
A proposta pedagógica de robótica educacional foi desenvolvida pela Picodec Edtech, uma empresa especializada em cultura maker aplicada à educação. Esta organização se encarregou da elaboração da linha do tempo e da base pedagógica das aulas, conectando conceitos de robótica a obras de artistas visuais que desafiaram paradigmas entre os séculos XIX e XX.
Financiamento e Impacto Cultural
O Engenhoka é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio de empresas como ExxonMobil Brasil, ONS, Otis, Trident e SLB. Este projeto é uma realização do Burburinho Cultural, em parceria com o Ministério da Cultura do Governo Federal, reafirmando seu compromisso com a sociedade brasileira.
Para o primeiro semestre de 2026, as instituições que receberão o projeto incluem o Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros em Curitiba (PR) e a E.M. Orlando Villas Boas no Rio de Janeiro (RJ), entre outras. Com certeza, o Engenhoka promete transformar a forma como os jovens se relacionam com a arte e a tecnologia, contribuindo para a formação de cidadãos mais criativos e críticos.

