Empréstimo como Estratégia de Reestruturação
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) firmou um acordo com um sindicato de bancos, que inclui instituições nacionais e internacionais, objetivando um empréstimo que pode chegar a R$ 7,4 bilhões. Este movimento visa a reestruturação de suas dívidas de curto prazo. Com um endividamento total de R$ 41,2 bilhões ao final de 2025, além de um prejuízo acumulado de R$ 1,5 bilhão, a companhia busca arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões através da venda de ativos, conforme o plano de desinvestimentos anunciado anteriormente.
O novo financiamento será garantido por ativos destinados à venda, com um prazo de cinco anos e juros atrelados à taxa SOFR, que atualmente gira em torno de 3,6% ao ano, acrescido de 6% ao ano. O empréstimo, formalizado por meio de uma carta-compromisso, está condicionado à assinatura de contratos de crédito definitivos.
Pressão para a Reestruturação de Dívidas
A CSN, pertencente à família Steinbruch, tem enfrentado uma pressão crescente para reestruturar sua dívida, especialmente em um ambiente de juros elevados que dificulta as operações financeiras. De acordo com Benjamin Steinbruch, presidente do Conselho de Administração da CSN, a situação atual requer urgentemente uma solução estruturada para o problema de endividamento da companhia.
“Não temos empresas ruins, mas estamos vivendo um momento da economia com juros estratosféricos e a concorrência com produtos importados, o que prejudica nosso crescimento e investimentos”, afirmou Steinbruch, conforme reportado pelo jornal Valor.
Desinvestimentos e Expectativas do Mercado
Os ativos que estão sendo considerados para venda incluem a divisão de cimentos da empresa e uma parte de sua operação em infraestrutura. Rumores indicam que a J&F, controladora da JBS, o grupo Votorantim e a chinesa Huaxin têm demonstrado interesse na aquisição da divisão de cimentos, conforme informações da agência Bloomberg News.
Enquanto as vendas não se concretizam, a CSN planeja utilizar os recursos obtidos através do empréstimo para “suportar o reperfilamento de dívidas de curto e médio prazos”, conforme mencionado em um comunicado da companhia. O próximo passo envolve a formalização dos contratos de crédito necessários para a liberação dos recursos.
Participantes do Sindicato e Perspectivas Futuras
Diversos bancos de renome fazem parte do sindicato que possibilitou esse empréstimo. Entre eles, estão Morgan Stanley, Citi, Credit Agricole, BNP Paribas, HSBC, XP, Banco do Brasil e Bradesco. O empréstimo será realizado por meio da CSN Inova Ventures, a divisão de investimentos em startups do grupo, com a CSN e a CSN Cimentos atuando como garantidoras.
A CSN está, portanto, em um momento crucial de reestruturação, com um plano de recuperação que, se bem-sucedido, poderá proporcionar um alívio significativo em sua situação financeira. O acompanhamento das próximas etapas e a resposta do mercado serão determinantes para o futuro da companhia.

