Decisão do STF sobre Eleição Indireta
Seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestaram a favor da realização de uma votação secreta para a eleição indireta do governo do Rio de Janeiro. Entre os que votaram a favor estão Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin. Em contrapartida, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin expressaram suas discordâncias, defendendo a necessidade de uma eleição direta.
A Corte também discute o prazo de 24 horas para a desincompatibilização dos candidatos. Esse prazo é fundamental para que os interessados deixem os cargos que ocupam e possam concorrer ao pleito. O tribunal está analisando, em seu plenário virtual, a ação que estabelece as normas para as eleições no estado, sob a relatoria de Luiz Fux.
O julgamento sobre este tema está previsto para ser encerrado às 18h na próxima segunda-feira (30). Até esse horário, os ministros têm a liberdade de modificar seus votos, o que pode, inclusive, alterar o resultado final da votação.
Crise Política no Rio de Janeiro
A situação política no Rio de Janeiro se tornou ainda mais complexa após a renúncia de Cláudio Castro em 23 de março de 2026, um evento que ocorreu em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que questionava sua inelegibilidade. Com a vacância total dos cargos do Executivo, a necessidade de uma eleição indireta se tornou evidente.
Atualmente, o estado não possui um vice-governador e, após a cassação do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, a governança interina foi assumida pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. Esse cenário agrava a urgência da realização de uma nova eleição.
A escolha de um “governador-tampão” pela Assembleia Legislativa é crucial para garantir a continuidade administrativa até o fim do mandato, que se encerra em 2026. O processo eleitoral, no entanto, aguarda definições sobre as regras de votação e os prazos para que novos candidatos possam se apresentar, questões que ainda estão sob análise do STF.

