Eduardo Paes Renuncia à Prefeitura do Rio para Concorrer ao Governo do Estado
No último sábado, 31 de março, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, confirmou que deixará o cargo a partir do dia 20 de março. A decisão foi divulgada durante uma cerimônia no Bar Enchendo Linguiça, localizado na Avenida Engenheiro Richard, onde o estabelecimento foi reconhecido como Patrimônio Cultural da cidade, após quase duas décadas de história.
A renúncia de Paes ocorre no contexto de sua candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro. O prefeito havia previamente sinalizado sua intenção aos membros do partido em uma reunião no diretório estadual do PSD. Embora o prazo oficial para se afastar do cargo terminasse apenas em abril, Paes optou por antecipar sua saída de maneira estratégica.
Eduardo Cavaliere, atual secretário municipal da Casa Civil e também do PSD, foi nomeado como seu sucessor interino na Prefeitura. Cavaliere acompanha Paes em compromissos oficiais há quase um ano e já atuava como porta-voz da administração municipal, o que deve garantir uma transição mais tranquila.
Desde que reassumiu a Prefeitura, Paes vinha rejeitando a ideia de concorrer ao Palácio Guanabara. Contudo, nos últimos 12 meses, passou a se movimentar pelo interior do estado e a formar alianças com outros políticos, o que gerou especulações sobre sua candidatura ao governo.
Atualmente, a corrida eleitoral ainda está em estágio inicial, e não há definições claras sobre quem serão seus principais adversários. A expectativa gira em torno do nome que o PL deverá indicar na disputa. É importante ressaltar que o atual governador, Cláudio Castro, filiado ao PL, também pode deixar seu cargo para tentar uma vaga no Senado, o que poderá alterar o cenário político.
Um dos pontos de destaque na candidatura de Paes é a possibilidade de dividir seu palanque com candidatos à presidência. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o prefeito deve abrir espaço em sua campanha para apoiar três presidenciáveis. Segundo Kassab, Paes poderá compartilhar seu palanque com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o candidato que o próprio PSD escolher.
A declaração de Kassab foi feita em um evento na Bolsa de Valores de São Paulo, onde ele descreveu a situação política no Rio como “singular”. De acordo com o dirigente, são os presidenciáveis que buscam a presença ao lado de Paes e não o contrário, evidenciando a relevância do prefeito na política atual.
Além disso, entre os possíveis nomes que o PSD deve considerar para a candidatura à presidência estão os governadores Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO). O cenário político se revela dinâmico, e as movimentações de Paes poderão impactar significativamente as eleições nas próximas semanas.

