Economia Substancial com Voluntários na Fórmula 1
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou um estudo que evidencia uma economia de R$ 78 milhões por ano, decorrente da participação de trabalhadores voluntários nas provas da Fórmula 1. Esses voluntários, que não recebem qualquer remuneração, se inscrevem por vontade própria para atuar durante as competições, permitindo que a FIA reduza seus custos operacionais. Segundo a pesquisa, 65% dos voluntários utilizam suas férias ou dias de folga não remunerados para se dedicarem ao evento.
O relatório revela que, em uma temporada, o investimento para recrutar, treinar e oferecer condições adequadas de trabalho a esses colaboradores chega a 11,1 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 65 milhões. Contudo, a responsabilidade por essa gestão não é da FIA, mas sim das federações nacionais, que desempenham um papel crucial nesse processo.
Além dos Números: O Impacto da Dedicação Voluntária
Os aspectos financeiros não foram o único foco da pesquisa, que foi realizada pela universidade da FIA por meio do envio de formulários às federações nacionais. O levantamento também aponta que, em média, são necessários 838 voluntários para cada Grande Prêmio, totalizando aproximadamente 20.112 pessoas ao longo de uma temporada. Cada voluntário investe, em média, 48 horas de dedicação em um fim de semana de corrida, demonstrando seu comprometimento com o esporte.
Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, destacou a importância desses voluntários para a realização das corridas: “Sem eles, não teríamos competições. A dedicação, profissionalismo e paixão dos voluntários são fundamentais para a sobrevivência do nosso amado esporte. Meu agradecimento se estende a toda a comunidade de voluntários”.
Comparativo com Outras Categorias e Carga de Trabalho
A FIA também enfatizou que a Fórmula 1 é a categoria que mais depende do trabalho voluntário no automobilismo. Para atender às necessidades de um único piloto na Fórmula 1, são necessárias 42 pessoas, um número significativamente maior em comparação a outras modalidades. Por exemplo, no futebol, essa proporção é de apenas 0,31 voluntários para um jogador.
Além disso, o estudo revelou que a carga de trabalho dos voluntários aumentou em 20% nos últimos cinco anos, evidenciando a crescente demanda por esses colaboradores. Curiosamente, dois terços dos voluntários atuam na função há pelo menos cinco anos, o que demonstra um compromisso de longo prazo com o esporte.
É importante frisar que os dados utilizados pela FIA foram baseados em um calendário que previa 24 corridas, como estava inicialmente programado para este ano. Contudo, devido ao conflito no Oriente Médio, as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, que ocorreriam em abril, foram canceladas, reduzindo o número de eventos confirmados para 22 até o momento.

