Expectativas de Grande Movimentação Econômica
O carnaval continua a ser um dos pilares da economia do Rio de Janeiro, com projeções indicando que a festa poderá gerar, novamente, mais de R$ 5,7 bilhões em 2026. Esse valor, segundo estimativas da Riotur, é resultado da criação de empregos temporários, do impulso a pequenos negócios e das iniciativas de grandes marcas que investem na festividade.
A movimentação econômica do carnaval, na verdade, se inicia muito antes dos desfiles na Marquês de Sapucaí e dos tradicionais blocos de rua. Uma vasta cadeia produtiva já está em ação, englobando ensaios, eventos pré-carnavalescos e a confecção de fantasias, adereços e instrumentos musicais. Além disso, a cidade se prepara para receber um número significativo de turistas.
Bernardo Fellows, presidente da Riotur, destaca que o principal desafio é administrar a ocupação, que se expandiu de um curto período para uma programação que se estende por mais de um mês e abrange diversos bairros. Isso exige uma operação mais integrada e estratégica para assegurar o fluxo de pessoas e a convivência harmoniosa com a rotina da cidade.
Perspectivas otimistas no comércio
No setor do comércio, as expectativas são igualmente otimistas, apesar da previsão de uma diminuição nas atividades em alguns segmentos durante o feriado. As lojas, que poderão operar todos os dias, com exceção do feriado estadual na terça-feira, 17 de fevereiro, devem observar um crescimento de 5% nas vendas para o carnaval de 2026, conforme apontam as estimativas do setor.
Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio e do CDLRio, afirma que as categorias de vestuário, calçados e acessórios, com foco em modas leves e temáticas, serão as mais favorecidas. Os segmentos de beleza e artigos voltados para festas também devem apresentar um bom desempenho durante esse período.
A movimentação econômica já pode ser percebida com um mês de antecedência. Leo Zonenschein, sócio e diretor de Marketing da Dimona, comenta que a folia exige um planejamento mais robusto, que se traduz em produção antecipada, estoque ampliado e ações de marketing em diversas partes da cidade. A previsão é de que cerca de 70 mil peças sejam comercializadas durante o período, com uma expectativa de crescimento de 60% nas vendas.
Cenário de foliões e infraestrutura
Com a expectativa de 8 milhões de foliões transitando entre os blocos, ensaios e desfiles — incluindo a programação na Intendente Magalhães e no Terreirão do Samba —, o movimento deve se manter ou até superar os números do ano passado, conforme a Riotur, em 37 dias de festividades.
Na Rodoviária do Rio S/A, a expectativa é de que 535 mil passageiros sejam atendidos entre quinta-feira, 12 de fevereiro, e segunda-feira, 23 de fevereiro, o que representa um aumento de cerca de 15 mil pessoas em comparação ao carnaval anterior. Serão 1.862 ônibus operando, com 945 deles em regime extra, apenas no sábado de carnaval.
O serviço da Buser também deve registrar um aumento significativo, com uma previsão de 72% a mais de viagens no sábado de carnaval, em relação a um sábado comum. Ao todo, 42 mil passageiros são esperados para chegar ao Rio via Buser, com um crescimento de cerca de 20% se comparado ao ano anterior. O fluxo de pessoas saindo do Rio para outras cidades também será intenso, com 20 mil passageiros em direção a São Paulo, Belo Horizonte, Vitória e outras localidades.
Ocupação hoteleira e turistas internacionais
Em termos de turismo, a previsão é de que o número de visitantes internacionais aumente em 18% neste carnaval, se comparado ao ano passado, conforme indicado por Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO. O cenário hoteleiro no município apresenta uma taxa de ocupação prevista de 98,62%, com a média de ocupação em 73,91% entre os dias 14 e 17 de fevereiro.
Além disso, Aldo Gonçalves aponta que o comércio do Rio espera um crescimento de 5% nas vendas em relação ao ano anterior, especialmente nas regiões mais turísticas e onde há uma maior concentração de blocos carnavalescos. Com tantas movimentações, o carnaval de 2026 promete ser um grande evento não só para os foliões, mas também para a economia carioca.

