Parlamentares de Mato Grosso com Alto Número de Assessores
No início deste ano, a bancada federal de Mato Grosso é composta por onze parlamentares que, juntos, dispõem de 277 assessores, alocados tanto nos gabinetes do Congresso Nacional quanto nos escritórios regionais. O senador Wellington Fagundes (PL) lidera a lista com um total de 45 auxiliares, enquanto os deputados Emanuelzinho (MDB) e Coronel Fernanda (PL) têm 25 assessores cada. É importante ressaltar que os salários desses assessores podem ultrapassar a casa dos R$ 34 mil.
Dentre os 45 assessores de Wellington Fagundes, 33 exercem suas funções no gabinete localizado em Brasília, sendo cinco deles servidores efetivos do Senado, enquanto os demais ocupam cargos comissionados. Os 12 assessores que atuam em seu escritório de apoio desempenham funções variadas, como assistente e auxiliar parlamentar. Com um salário quase que atingindo R$ 35 mil, Fagundes é o senador com a maior remuneração no sistema.
Comparações com Outros Senadores e a Realidade Atual
Wellington Fagundes, assim como o seu colega Jayme Campos (União), que possui 37 assessores, se destaca em quantidade, superando figuras conhecidas da política brasileira, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que conta com uma equipe de 25. Essa situação é semelhante à de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que possui 27 assessores.
No caso de Jayme Campos, a maioria de seus 37 assessores está concentrada em Brasília, sendo apenas três efetivos. Em contrapartida, José Lacerda (PSD), que assumiu o cargo em outubro do ano passado, tem 25 assessores registrados, estando entre os que possuem menos apoio. Vale lembrar que cada senador pode ter até 50 colaboradores comissionados, e a soma dos três senadores citados ultrapassa o número de assessores de senadores de estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
Redução de Assessores e Desafios Financeiros
Apesar da alta quantidade de assessores disponíveis, o número total de secretários parlamentares na Câmara dos Deputados apresentou uma queda em relação ao ano anterior. O deputado Coronel Assis (União), por exemplo, liderava a lista com 33 auxiliares, mas reduziu sua equipe para 23 neste início de 2026. É um reflexo das diretrizes e práticas administrativas em constante mudança.
Os recursos financeiros também são um fator importante a ser considerado: cada deputado tem uma verba mensal de R$ 133,1 mil para custear até 25 secretários. Enquanto Emanuelzinho e Coronel Fernanda lideram em número de assessores, o deputado que menos possui colaboradores é Nelson Barbudo (PL), que conta com apenas 11. Barbudo, vale destacar, enfrenta problemas de saúde, o que pode ter influenciado na redução de sua equipe.
Esse levantamento foi baseado nas folhas de pagamento dos últimos meses, conforme os dados disponíveis nos perfis de cada parlamentar nos sistemas do Senado e da Câmara dos Deputados. As informações consideradas foram referentes aos meses de dezembro de 2025 e novembro de 2025, respectivamente, e levaram em conta os valores líquidos, já com os descontos obrigatórios. As variações nos números se devem aos diferentes cargos e funções exercidas pelos assessores.

