Aumento nos Custos de Condomínios no Rio
De acordo com um levantamento realizado pela Loft, empresa especializada em serviços financeiros para o setor imobiliário, a taxa média de condomínio na cidade do Rio de Janeiro subiu 13% nos últimos doze meses. Em janeiro de 2023, o custo médio mensal alcançou R$ 948, posicionando-se como o mais alto entre as grandes cidades analisadas.
O estudo da Loft considerou cerca de 34 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais do Brasil e apresenta um panorama detalhado por bairros. A pesquisa destaca a Zona Sul do Rio de Janeiro, que abriga os condomínios mais onerosos, com a Barra da Tijuca, localizada na Zona Oeste, ocupando uma posição no top 3.
“O condomínio representa um custo fixo significativo e tende a aumentar em períodos de pressão sobre despesas de manutenção, segurança e serviços. No Rio, essa tendência é especialmente visível em bairros com imóveis maiores e edificações mais sofisticadas”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Taxas Altas em Bairros de Luxo
Ipanema e Lagoa figuram entre os bairros com as taxas médias de condomínio mais elevadas, com valores de R$ 2.200 e R$ 2.100, respectivamente. Na Barra da Tijuca, a média cai um pouco, mas ainda é alta: R$ 2.030. Outros locais, como Leblon, Jardim Oceânico, São Conrado e Gávea, também estão entre os mais caros do município. Em geral, esses bairros possuem imóveis maiores e infraestrutura mais completa, o que eleva o custo mensal de manutenção.
Veja os custos médios de condomínios em alguns bairros:
- Ipanema: R$ 2.200 (144 m²)
- Lagoa: R$ 2.100 (160 m²)
- Barra da Tijuca: R$ 2.030 (228 m²)
- Leblon: R$ 1.978 (134 m²)
- Jardim Oceânico: R$ 1.845 (188 m²)
- São Conrado: R$ 1.800 (312 m²)
- Gávea: R$ 1.700 (169 m²)
- Cosme Velho: R$ 1.500 (274 m²)
- Leme: R$ 1.470 (139 m²)
- Copacabana: R$ 1.470 (127 m²)
- Jardim Botânico: R$ 1.450 (218 m²)
- Flamengo: R$ 1.400 (134 m²)
- Laranjeiras: R$ 1.280 (127 m²)
- Humaitá: R$ 1.210 (119 m²)
- Botafogo: R$ 1.200 (107 m²)
Altas Surpreendentes em Bairros Menores
Por outro lado, bairros que historicamente apresentam custos de condomínio mais baixos também demonstraram grandes aumentos em suas taxas. Regiões como Tanque (alta de 60%), Riachuelo (51%), Vila da Penha e Olaria (50% cada) lideram o ranking de crescimento.
“Analisando as variações percentuais, é frequente que áreas com valores absolutos menores apresentem aumentos mais acentuados. Mudanças na composição dos anúncios, como a inclusão de novos edifícios ou condomínios com mais serviços, podem rapidamente elevar a média”, afirma Takahashi.
Abaixo, confira as taxas médias em alguns desses bairros:
- Tanque: R$ 670, após alta de 60% (129 m²)
- Riachuelo: R$ 569, após alta de 51% (86 m²)
- Vila da Penha: R$ 450, após alta de 50% (116 m²)
- Olaria: R$ 450, após alta de 50% (93 m²)
- Cascadura: R$ 392, após alta de 40% (84 m²)
- Leme: R$ 1.470, após alta de 31% (139 m²)
- Vila Valqueire: R$ 510, após alta de 27% (140 m²)
- Ipanema: R$ 2.200, após alta de 26% (144 m²)
- Laranjeiras: R$ 1.280, após alta de 25% (127 m²)
- Cosme Velho: R$ 1.500, após alta de 25% (274 m²)
- Brás de Pina: R$ 400, após alta de 25% (112 m²)
- Flamengo: R$ 1.400, após alta de 24% (134 m²)
- Engenho de Dentro: R$ 680, após alta de 24% (102 m²)
- Catete: R$ 820, após alta de 23% (72 m²)
- Gávea: R$ 1.700, após alta de 21% (169 m²)

