Medidas de Segurança em Resposta ao Ataque
Após um ataque violento, o Ministério da Saúde decidiu pela retirada preventiva de toda a equipe do Polo Base Missão Catrimani, localizado na Terra Yanomami. Por meio de uma nota oficial, a pasta anunciou que a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) está prestando apoio à profissional que sofreu o ataque, além de repudiar a agressão e exigir uma investigação aprofundada do ocorrido.
A vítima, que atua como técnica de enfermagem, relatou à polícia que, por volta das 19h, ao sair do quarto em direção à cozinha para jantar, foi surpreendida por um homem que a atacou. Ele a imobilizou, cobrindo sua boca e nariz, e proferiu ameaças, dizendo: “Cala a boca, que agora eu vou cortar o teu pescoço”.
Em um ato de coragem, a profissional conseguiu empurrar o agressor e tentou escapar, mas foi derrubada. Durante a luta, ela gritou por socorro, atraindo a atenção de dois dentistas e um enfermeiro que estavam próximos. Com a aproximação das testemunhas, o agressor fugiu e não foi mais encontrado.
Ações da Força Nacional e Registro do Caso
Após o incidente, agentes da Força Nacional, que realizavam rondas na área, foram acionados para procurar o suspeito, mas, até o momento, ninguém foi preso. Embora a vítima não tenha conseguido identificar o rosto do atacante, ela mencionou que o tom de voz era característico de um indígena.
Em decorrência da luta, a técnica de enfermagem sofreu diversas lesões, incluindo contusões no joelho esquerdo, mão, abdômen e cotovelo. O caso foi registrado na Polícia Civil sob a classificação de tentativa de estupro.
Joana Gouveia, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Roraima (Siemesp-RR), informou que a entidade tem oferecido apoio jurídico e psicológico à vítima desde sua chegada em Boa Vista. Ela foi atendida no Hospital Geral de Roraima (HGR), onde realizou exames de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e também registrou a ocorrência na Polícia Federal.
Reuniões para Garantir Segurança na Região
Na sexta-feira (6), representantes do ministério se reuniram com a Casa de Governo e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para discutir estratégias de segurança que garantam a retomada dos serviços de saúde na região. A intenção é evitar a desassistência das comunidades locais. O diálogo deve incluir a participação de lideranças indígenas, visando estabelecer um ambiente seguro para os profissionais de saúde que atuam na área.

