Análise de Especialista Destaca a Falta de Hegemonia Global
A coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China do Cebri, Larissa Wachholz, aponta que o mundo está em uma fase de transição, onde não se observa uma multipolaridade consolidada. Apesar de os Estados Unidos ainda serem considerados os principais atores no cenário internacional, a especialista destaca que não existe uma hegemonia global definida. Em suas palavras, “as dinâmicas do poder estão mudando, e o equilíbrio entre as nações está cada vez mais fluido”.
Segundo Wachholz, a diversificação de interesses e a ascensão de novas potências são elementos que complicam a configuração do poder mundial. O cenário atual é marcado por desafios complexos que demandam uma análise aprofundada. “É um momento crucial onde os países precisam reavaliar suas alianças e estratégias”, complementa.
A especialista ainda ressalta que eventos recentes, como as tensões no comércio internacional e as relações entre potências como China e EUA, refletem essa transição. “As interações entre os países estão se tornando mais complexas, e as antigas certezas sobre a ordem mundial estão sendo questionadas”, observa.
Além disso, Wachholz menciona que a pandemia de COVID-19 acelerou algumas dessas mudanças, revelando fragilidades em sistemas globais que antes eram considerados sólidos. “As crises globais amplificam a necessidade de uma nova abordagem em políticas internacionais”, afirma. Com isso, a expectativa é que os países se adaptem a um novo normal, onde a colaboração e a competição coexistem em diversas esferas.
Por fim, a analista alerta que enquanto a multipolaridade pode ser um objetivo desejável, o caminho até lá é repleto de incertezas. “Precisamos observar atentamente as mudanças e nos preparar para um futuro onde a adaptação será essencial”, conclui Wachholz.

