O Crescimento do Setor Turístico
O turismo tem se mostrado uma das principais alavancas da economia do Rio Grande do Norte. Dados recentes revelam que, em 2024, o estado atingiu a maior receita turística de sua história, totalizando impressionantes R$ 11,3 bilhões, segundo levantamento do Instituto Fecomércio RN. Esse desempenho notável não é apenas um número, mas reflete um crescimento consolidado ao longo de anos de investimentos e a recuperação do setor pós-pandemia.
Esses números colocam o Rio Grande do Norte como o segundo estado do Nordeste com a maior participação do turismo no Produto Interno Bruto (PIB), com uma significativa contribuição de 6,62%. A capital, Natal, é ainda mais expressiva, com quase 12% da economia relacionada diretamente a essa atividade. Esses dados são particularmente relevantes em um estado onde a industrialização é limitada e a economia depende fortemente de serviços.
O Turista Retorna e Gera Oportunidades
Após a pandemia, o turismo potiguar registrou um crescimento impressionante de 57,4%, superando a média nacional. As previsões para 2025 continuam otimistas, com um aumento de 3,5% nas atividades turísticas e um crescimento próximo a 9% na receita entre janeiro e novembro. Esse aumento é impulsionado pelo maior número de visitantes, que permanecem mais tempo e gastam mais durante a estadia.
Os efeitos desse crescimento são visíveis em várias áreas. A taxa de ocupação dos hotéis aumentou significativamente, os bares e restaurantes estão mais movimentados e as agências de viagem estão experimentando um aumento nas vendas de pacotes turísticos. Em 2024, o turismo gerou aproximadamente 36 mil empregos diretos no estado, além de milhares de postos indiretos, consolidando sua importância como motor de geração de renda e inclusão social.
Desafios à Vista
Entretanto, apesar do recorde em receitas, o Rio Grande do Norte ainda enfrenta desafios. O estado representa apenas 1,02% da receita turística nacional, ficando em uma posição intermediária no ranking nordestino. Um dos principais entraves é a aviação civil; o transporte aéreo responde por apenas 11,6% da cadeia turística no estado, muito abaixo das médias regionais e nacionais. A limitação na conectividade, os altos preços das passagens e a ausência de voos regulares comerciais no aeroporto de Mossoró desde março de 2025 são fatores que contribuem para essa situação.
A concentração das atividades turísticas no litoral, especialmente nos destinos populares como Natal, Pipa e São Miguel do Gostoso, reforça a urgência em ampliar a conectividade aérea e promover a interiorização do turismo, permitindo o surgimento de novos destinos e experiências para os visitantes.
O Futuro do Turismo Potiguar
Os excelentes números do setor turístico merecem celebração, mas também servem como um alerta. É fundamental que haja a manutenção e o aumento dos investimentos em promoção, infraestrutura, conectividade e formação profissional. O turismo já demonstrou sua força no Rio Grande do Norte; agora, é hora de assegurar que esse motor não apenas funcione, mas acelere, trazendo benefícios duradouros para a economia local e para a vida dos potiguares.

