Retirada do Projeto e suas Implicações
Em mais um capítulo da controversa saga da Taxa de Turismo em Aparecida, o prefeito Zé Louquinho (PL) decidiu retirar o projeto que previa a cobrança de uma taxa para a entrada de veículos na cidade. A decisão foi anunciada no dia 6 de janeiro, surpreendendo muitos, uma vez que este é o segundo momento em que a proposta é retirada do Legislativo municipal.
Originalmente, o projeto havia sido protocolado no mês de novembro e estipulava uma cobrança diária para motoristas, a ser aplicada no momento da entrada na cidade. O valor da taxa seria calculado com base na unidade fiscal do município, conhecida como UFM.
Apesar das perguntas sobre os motivos que levaram à nova retirada, a administração municipal manteve-se em silêncio, informando apenas que a decisão partiu do prefeito. Por enquanto, a taxa não será cobrada, gerando alívio para motoristas e moradores que temiam o impacto financeiro da medida.
Detalhes da Proposta de Taxa
O texto do projeto previa uma cobrança diferenciada para a entrada na cidade, com valores variando conforme o tipo de veículo. Além disso, a proposta incluía isenções para trabalhadores e prestadores de serviço que residem fora de Aparecida, além de veículos de órgãos públicos e concessionárias de serviços. Essa estratégia visava garantir que os impactos da taxa recaiam principalmente sobre turistas e visitantes.
No documento que acompanhava o projeto, o prefeito argumentava que a criação da Taxa de Turismo Sustentável tinha como finalidade proteger e preservar o meio ambiente, além de promover um turismo mais sustentável. Ele ressaltava que o ingresso e a circulação de veículos automotores em Aparecida demandam uma infraestrutura pública que, em última análise, sofre com os impactos socioambientais.
Futuras Direções e Criação do Fundo Municipal
A proposta também abordava a possibilidade de que a arrecadação da taxa fosse gerida pela própria prefeitura ou por meio de uma empresa terceirizada, através de licitação. Uma das preocupações expressas pelo prefeito era a destinação correta dos recursos arrecadados. Para tanto, ele propôs a criação de um Fundo Municipal de Meio Ambiente, que teria como objetivo gerir os valores e assegurar que fossem utilizados de forma adequada para a proteção ambiental.
Até o momento, não há previsões sobre um novo protocolo do projeto. A retirada, repetida duas vezes, indica uma clara resistência por parte da comunidade e um contexto onde a proposta precisa ser cuidadosamente reavaliada. A situação deixa em aberto a questão de como Aparecida vai lidar com o turismo e os desafios ambientais que surgem com ele.
Essa nova retirada do projeto de taxa de turismo traz à tona não apenas as preocupações sobre a preservação ambiental, mas também a necessidade de um diálogo mais aberto entre a administração pública e a população. O futuro turístico de Aparecida, assim como a manutenção de sua infraestrutura, está em jogo, e os próximos passos do governo municipal serão decisivos para moldar essa realidade.

